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Primeiro álbum de Björk, que foi lançado apenas na Islândia, completa 45 anos

45 anos, era lançado na Islândia o primeiro álbum de Björk. A artista tinha apenas 12 anos de idade. Batizado com o nome dela, o disco marcou uma fase de transição em sua jornada musical.

Conheça os detalhes:

Em 1976, Björk se tornou conhecida na mídia local pela rádio islandesa RÚV, que transmitiu uma gravação dela cantando o hit "I Love to Love" de Tina Charles:

O registro aconteceu em um concurso na escola que ela frequentava. Cada aluno era convidado a demonstrar um dom artístico. Toda semana, eram realizadas atividades que os encorajavam a se expressarem.

A gravação foi feita por um professor e chamou a atenção de um empresário da gravadora Fálkinn, que também distribuía na Islândia os discos de artistas da EMI, Polygram e Island Records. Aliás, o disco "Björk", de 1977, é o lançamento mais famoso dessa gravadora, que já não existe mais!

"Eu cantei, porque era isso que eu fazia. O tempo todo. Esse cara contatou minha mãe. Ele queria ganhar muito dinheiro fazendo um disco infantil, e minha mãe disse: "Sim". Nem me lembro de ter sido perguntada. Acho que as crianças devem escolher por si mesmas. Não devem ser empurradas para algo. Eu era muito jovem", explicou Björk em entrevista ao The Observer, em 2007.

Após Björk assinar o contrato sob a supervisão de seus pais, as gravações aconteceram entre Agosto e Setembro de 1977 nos estúdios Hljóðriti, em Reykjavík

A mãe Hildur Rúna Hauksdóttir já conhecia dois dos músicos e futuros produtores do disco, Palmi Gunnarsson (baixista e cantor) e Sigurdur Karlsson (baterista). Alguns dos melhores músicos da Islândia participaram do projeto, incluindo Saevar Arnason (o padastro de Björk, que fazia parte de uma banda de rock muito popular no país: The Pops) e Björgvin Gíslason, um dos guitarristas mais aclamados do país. Björk retribuiu o favor em 1983, quando cantou na faixa "Afi" de Gíslason.

O álbum inclui canções cantadas todas em islandês. Vendeu 7.000 cópias, o que na Islândia correspondia a um disco de platina. Chegou às lojas a tempo do Natal, com o design da capa criado por Hildur e fotografado em um estúdio local de Reykjavík. As músicas fizeram sucesso e continuaram a ser tocadas nas rádios do país.

Na verdade, algumas destas faixas tratam-se de covers traduzidos para o islandês, com sucessos de artistas como The Beatles ("The Fool on the Hill" - "Álfur Út Úr Hól"), Edgar Winter ("Alta Mira"), Melanie Safka ("Christopher Robin" - "Bænin") e Stevie Wonder ("Your Kiss Is Sweet" - "Búkolla"), além de algumas composições de Sævar Árnason (padrasto de Björk), Björgvin Hólm, Syreeta Wright, Björgvin Gíslason, Jóhann Helgason, Kolbrún Jónsdóttir e da própria Björk ("Jóhannes Kjarval") feitas especialmente para o álbum. 

Curiosidades:

- "Jóhannes Kjarval" consiste em um instrumental de flauta (alô "Utopia") escrito e interpretado pela própria Björk. É tambem um tributo a um importante pintor islandês de mesmo nome, conhecido por suas pinturas que celebram a beleza das paisagens islandesas, e que morreu 5 anos antes do álbum ser lançado. Björk compôs essa canção em 1976 aos 11 anos de idade!

- Na época, o álbum saiu em dois formatos, vinil e cassete, em edição bastante limitada e é raro fora da Islândia, pois está fora de catálogo há décadas e nunca foi relançado em nenhum formato.

- As cópias de muitos colecionadores se tratam de bootlegs/fan mades em vinil e K7. Como sempre foi muito procurado, já atingiu preços bem altos em leilões online. Em CD, nunca foi lançado oficialmente. Os que existem por aí são tão bem feitos que geralmente se assemelham a um produto original. Desde 2000, também existem versões em vinil colorido que circulam entre os fãs ao redor do mundo. É possível identificar se o item é oficial pelo texto "limitado a 1000 cópias" escrito na parte de trás do disco. O original não indica isso!

- No encarte do álbum original, está escrito "Atla Mira" ao invés de "Alta Mira".

- A versão em islandês da canção de Stevie Wonder, "Your Kiss Is Sweet", se chama "Búkolla" e foi inspirada em um conto islandês chamado "Bùkolla e o menino" ("Búkolla og strákurinn").

- Björk usou o dinheiro que ganhou para comprar um piano para continuar compondo suas próprias músicas.

Tracklist:

01. Arabadrengurinn (The Arab Boy)

02. Búkolla (Your Kiss Is Sweet)

03. Alta Mira

04. Jóhannes Kjarval (*composta por Björk Guðmundsdóttir)

05. Fúsi Hreindýr

06. Himnaför

07. Óliver

08. Álfur Út Úr Hól (The Fool on the Hill)

09. Músastiginn

10. Bænin (Christopher Robin)

A história do álbum: 

"A gravadora me ofereceu umas músicas e eu recusei porque eram uma merda. Fiquei muito chateada, então minha mãe correu para seus amigos músicos hippies e todos eles fizeram canções para mim. Era um pop feliz, meio chiclete, meio louco. No ônibus, as crianças gritavam coisas para mim, tipo: "Ah, ela acha que é melhor do que o resto de nós!", disse Björk para a Raw Magazine em 1996. 

Em um bate-papo para a I-D Magazine em 1993, a islandesa falou sobre a repercussão do disco na escola: "As outras crianças costumavam me chamar de "menina da China". Todo mundo achava que eu era incomum. Isso me serviu para fazer as minhas próprias coisas. Eu ficava muito sozinha, brincando alegremente no meu mundo privado e compondo pequenas músicas". 

Ao longo de 2022, ela comentou diversas vezes sobre a experiência dessas gravações:

"Sou muito grata por minha mãe ter me dado essa oportunidade. Eu estava vendo como tudo aquilo funcionava com todos os engenheiros, aprendendo a pronunciar palavras em um microfone. Ter todo aquele tempo gasto no meu álbum, é algo que acho que para uma criança é muito incomum.

Conheci muita gente da geração hippie com quem trabalhei, e eles foram muito legais. Eram bons professores, muito bons com crianças. Me deram espaço para explorar, então foi uma experiência positiva nesse sentido.

Todos foram extremamente gentis comigo, ensinando, e me mostraram como tudo funcionava, gravaram minha voz e tocaram o resultado de todos os jeitos [para eu conhecer]. E eu fiquei tipo: "Uau, esse é um lugar mágico!".

Na Islândia, foi um disco de sucesso. Significava que as pessoas na rua ou no ônibus me reconheceriam, algo que eu não estava totalmente preparada. Mas minha mãe queria o melhor para mim, e acho que talvez ela não entendia o efeito psicológico que uma criança enfrenta ao perder a inocência e se tornar uma celebridade".

"Eu adorava trabalhar no estúdio, mas ser reconhecida na rua e começar a ser uma figura pública aos 11 anos eu não gostava nada, eu odiava! Não é brincadeira ser uma pessoa famosa quando criança.

Mas talvez o que não foi bom sobre essa coisa toda é que, porque eu era tão introvertida, isso quebrou a minha inocência. A minha ideia sobre mim mesma e sobre como eu existo no mundo. Talvez foi um pouco cedo demais, sabe?

Tive sorte, porque a Islândia é uma pequena vila e não acho que tenha sofrido muito por causa disso. Tive que "contra-atacar" muito para consertar, mas tudo bem!

Acho que minha mãe estava mais animada com aquele álbum do que eu, eu era muito tímida. Ela foi a força motriz por trás daquilo e a responsável pela roupa e o cenário da capa. Fez o set e encontrou a fantasia.

O disco foi muito bem na Islândia e minha mãe queria fazer outro, mas eu não. Eu recuei. Me parece que fui colocada sob os holofotes muito cedo e não gostei!

Era como se aquilo fosse algum tipo de mentira, sabe? Senti que porque todos os adultos fizeram o trabalho [na produção do disco], que eu estava mentindo, porque eu era o rosto de algo que não era eu. Eram músicas de outras pessoas. Tinha apenas uma faixa que eu mesma escrevi ("Jóhannes Kjarval").

Então comecei a estar em todas essas bandas, e isso foi incrível. Eu só queria estar com pessoas iguais a mim, que eram da minha idade. O que eu gostava era de trabalhar em grupo.

Depois dessa experiência do 1° álbum, fiquei tipo: "Eu nunca vou fazer isso de novo. Fazer um álbum solo é o pior de todos os males"; Talvez seja por isso que eu estive em bandas por 16 anos. Eu só queria estar sempre em segundo plano e fazer parte de um grupo. Fui brutalmente direto na democracia da energia das bandas.

Quando meu álbum solo saiu, eu tinha 27 anos, o que provavelmente é muito tarde se você comparar com outros cantores e compositores. Eu chamei de "Debut" [risos]. Eu escrevi todas as músicas, era meu trabalho, minha vida, eu sentia que era algo mais honesto. 

O fato de eu estar escrevendo diários por mais de 10 anos até aquele momento... o que é muito tempo, sabe? E eu consegui de alguma forma, obter um pouco de essência daquilo. Foi uma espécie de cobertura daquele período. Eu realmente gostava muito dessa ideia de fundar uma editora, um selo em que pudéssemos publicar nossas próprias músicas, poesias e livros. E não queria sair por aí no mundo sozinha!

Eu não tinha tanto esse tipo de ego, esses sentimentos. Mas acho que o que começou a acontecer antes do "Debut", é que eu tinha melodias cada vez mais fortes, as melodias que eu estava escrevendo, e eu não conseguia colocá-las nas canções das bandas em que eu estava. Essas músicas meio que começaram a ter vida própria, comecei a querer defendê-las.

Então, estranhamente, talvez [até então] eu estivesse me enganando [de alguma forma]. Essa decisão surgiu por algum tipo de altruísmo, por querer ser a mãe das minhas melodias e fornecer a elas o ambiente que precisavam.

Eu estava aprendendo a ter o meu próprio mundo musical, e aprendendo a ter orgulho disso. Foi difícil para mim como indivíduo, ser tão egoísta na época.

Sinto que com "Debut" estava mais pronta em muitos níveis, incluindo o lado visual, psicologicamente e também para colaborações. Talvez, inconscientemente, meio que fiz minha lição de casa por esse tempo. Talvez, minha mãe tenha me empurrado para os holofotes um pouco cedo demais, mas consegui, por 16 anos, meio que me esconder.

Comecei a cantar enquanto caminhava quando criança, essa atividade era normal para mim, nunca planejei compartilhá-la um dia. Não foi até muitos anos depois que eu decidi comentar sobre isso. Foi por esse motivo que meu álbum de estreia saiu muito tarde. Foi ali que decidi partilhar a minha "música de caminhada". É a primeira vez que coloco dessa forma.

Acho que muitos cantores ou compositores vão compor músicas no violão ou no piano primeiro. No meu caso, é andando ao ar livre que a coisa funciona. Pode parecer um pouco estranho, mas na Islândia andamos muito, é um aspecto importante do nosso modo de vida.

Nenhuma música tem limites, é uma questão de imaginação e estado de espírito. Podemos ficar estagnados ou ser imaginativos em qualquer gênero musical. É mais sobre se tudo o que é possível colocar em uma música está lá ou não.

Estou mais interessada na maratona que vou correr até os 80 ou 90 anos e em ficar cada vez melhor. Admito que sim, sou contratada para documentar minha vida até a minha morte, mas não importa se o público é de três pessoas ou três milhões de pessoas.

Bom, obviamente, ficarei muito feliz se 3 milhões de pessoas ouvirem. Claro! Mas quando comecei a compor minha própria música ainda adolescente, em uma banda punk, tínhamos 17 pessoas nos nossos shows. Acho que ficou muito claro para nós que não íamos vender nossas almas ou nos comprometer para ganhar um público maior, nem nos juntarmos a gravadoras para fazer isso.

Estávamos em uma gravadora independente na Islândia, então não era sobre ganhar dinheiro. Se alguém precisava de um pôster, eu fazia um pôster, se alguém precisava de uma capa de álbum, alguém fazia uma capa. Venho desse ambiente do "faça você mesmo" desde os 14 anos, onde não era necessário vender a alma para empresas para ser musicista.

Nossa filosofia era: "é melhor ter total controle criativo e vender três cópias de discos do que nos comprometer [com algo que não acreditamos]".

Tínhamos outras empresas [na época] que vendiam Beethoven e ABBA, então para nós foi imediatamente muito fácil ver se fazíamos parte dos "mocinhos" ou dos "malvados". E ainda trabalho na Islândia e na Inglaterra com o mesmo grupo de pessoas!

Essa mitologia, onde a gravadora chega em um cavalo branco para te contratar e te salvar, e onde, se te decepcionarem, você é um perdedor, é ficção! Não tem nada a ver com a música.

Ainda faço a mesma coisa de quando era adolescente. Se você é dono do seu trabalho, é dono da sua criatividade e tem consciência dos seus talentos, pode fazer o que quiser pelo resto da vida. Se tantas pessoas gostam do que você faz, isso é um bônus, mas eu sempre soube que um dia tudo isso pode acabar. Neste caso, eu continuaria a fazer música.

Eu acho que em muitas das minhas músicas, eu me conecto com a velha tradição melódica, com coros e arranjos de cordas que são sons muito comuns na música islandesa, então eu sempre tento colocar muito das minhas raízes na minha música. Mas também estou muito animada por estar no Século XXI e poder ser uma artista global, isso é muito importante!".

"Quando comecei a fazer música, a Islândia tinha sido colônia dos dinamarqueses há 600 anos e éramos maltratados, como é o caso das pessoas que foram colonizadas. Então, quando nos tornamos independentes em 1944, que foi muito próximo da época em que meus pais nasceram, eu fazia parte da primeira geração a ser criada por pais independentes. Fiz parte de uma geração punk na Islândia que muito fez para encontrar e definir a identidade do país.

Na Islândia nos anos 80, havia muita comemoração de que já éramos independentes, não éramos mais uma colônia, então nos aproximamos da nossa natureza, a transformamos em nosso elemento principal. Podemos ser globais e tecnológicos, mas sem sacrificar a natureza. É por isso que acho que a relação entre tecnologia e natureza na Islândia sempre foi amigável.

Se deve sempre ter em mente que se você é músico no Chile ou na Islândia, é importante ter um pé nas raízes, estar conectado com sua origem e autenticidade, assim como com coisas novas e com o momento em que está vivendo.

Estou sempre ouvindo música em casa, no carro, onde quer que eu vá. Estou sempre à procura de novas músicas e vendo o que está acontecendo.

Para mim, minha música sempre levou em conta várias coisas. Percebo perfeitamente que não sou a número um no rádio às 6hrs de uma sexta-feira, mas esse nunca foi o objetivo, nunca foi! Isso sempre esteve muito claro desde o início e, ao mesmo tempo, simplifica muitas coisas em colaboração com as pessoas.

Acho que percebi muito novinha que como humana, eu tinha a opção de fazer música que seria tocada o dia todo em cada estação de rádio ou escrever canções que seriam tocadas em apenas um programa de rádio nas noites de quinta-feira às 9 da noite. Descobri que sou desse tipo, mas existem prós e contras. No entanto, acho que há mais vantagens, especialmente quando se quer compor música para o resto da vida.

Eu acho que como uma introvertida extrema, minha extroversão foi aprendida, o que não significa que não seja sincera, mas é algo que aprendi mais tarde na minha vida. Tenho álbuns onde eu era muito extrovertida. O álbum mais extrovertido que fiz foi provavelmente "Post".

Com "Homogenic", fui para um estúdio na Espanha e acabei me afastando um pouco de tudo, mas sendo a maior extrovertida de todos os tempos.

Eu quis dizer cada coisa enquanto eu era extrovertida. Mas então tive alguns álbuns onde tinha permissão para estar na minha pequena caverna. Não é apenas uma coisa, são dez coisas. Isso é como a maré, né?".

O álbum "Björk", de 1977, está disponível no YouTube:

- Entrevistas para Totémic, The Red Bulletin, Double J, Rolling Stone Spain, Frettabladid, La Tercera, RÚV, Rás 1, Morgunblaðið, AnOther Magazine e Sonic Symbolism, 2022.

Fotos: Reprodução.

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