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Relembre as vindas de Björk ao Brasil


As apresentações mais recentes de Björk no Brasil aconteceram há mais de 10 anos, entre 26 e 31 de Outubro de 2007. Relembre estas e outras passagens da islandesa, que já disse ter vivido momentos mágicos em nosso país.

Mas antes de tudo, uma curiosidade: Björk já foi capa da famosa/extinta revista brasileira Bizz, edição de Dezembro de 1989, o que comprova a divulgação do trabalho da artista no Brasil antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo.


1996 - Post Tour:

Recorte: João Paulo Corrêa

SETLIST: Army of Me/One Day/The Modern Things/Venus as a Boy/You've Been Flirting Again/Isobel/Possibly Maybe/I Go Humble/Big Time Sensuality/Hyperballad/Human Behaviour/The Anchor Song/I Miss You/Crying/Violently Happy/It's Oh So Quiet.

Em outubro de 1996, Björk vinha pela primeira vez ao Brasil com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no Rio de Janeiro (13/10/96), como parte do Free Jazz Festival.



Em entrevista à Folha de São Paulo, Björk se disse ansiosa pelas apresentações:

"Vai ser muito legal tocar em lugares como a Antártica, o BRASIL, e a Nova Zelândia. Para mim, que sou da Islândia, esses lugares que são exóticos".

Ela ainda disse que planejava vir ao nosso país desde os tempos do Sugarcubes: "Do ponto de vista financeiro, isso era muito difícil e eu não gosto de viver na fantasia", justificou sua ausência. Fã da música brasileira, citou os nomes de Milton Nascimento e Tom Jobim, mas sua favorita é Elis Regina.

Em outro trecho da entrevista à Folha, Björk falou sobre a conexão que tem com a artista:

"É difícil explicar. Existem várias outras cantoras, como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Edith Piaf, mas há alguma coisa em Elis com a qual eu me identifico. Então escrevi uma canção, "Isobel", sobre ela. Na verdade, é mais uma fantasia, porque sei pouco a respeito dela". Quando perguntada se já viu algum vídeo com imagens de Elis, Björk respondeu: "Somente um. É um concerto gravado no Brasil, em um circo, com uma grande orquestra. Apesar de não conhecê-la, trabalhei com (Eumir) Deodato e ele me contou várias histórias sobre ela. Acho que tem algo a ver com a energia com a qual ela canta. Ela também tem uma claridade no tom da voz, que é cheia de espírito. O que eu gosto em Elis é que ela cobre todo um espectro de emoções. Em um momento, ela está muito feliz, parece estar no céu. Em outro, pode estar muito triste e se transforma em uma suicida". 

Entrevista para o programa "Lado B" da MTV Brasil



Björk também concedeu uma entrevista exclusiva à cantora Marina Lima também publicada na Folha:

Surgiram algumas mulheres bastante ímpares, com trabalhos fortes e autorais, vindas de países novos no cenário musical. Gostaria de saber a sua opinião sobre duas canadenses, K.D. Lang e Alanis Morissette.

Eu gosto muito da K.D Lang, eu acho que ela é muito honesta. Quanto a Alanis Morissette, ela ainda está tocando rock. Para mim, fazer isso atualmente é como contar uma piada pela segunda vez. Ou seja, já perdeu a graça. Eu já fiz esse tipo de música, mas, para mim, era o estilo dos meus pais. Eu precisava abandonar isso.

Você gosta de morar em Londres? De alguma forma, aquela ilha se parece com a sua? Você pensa em se mudar para os EUA?

Para ser sincera, eu prefiro Nova York a Londres. Mas eu acho que é uma loucura tentar criar uma criança lá. Eu me afeiçoei muito a Londres e às pessoas do lugar. Eu fiquei 27 anos fazendo minha música na Islândia e as pessoas não me levavam a sério. Em Londres, em um ano, eles entenderam o meu trabalho, a minha mensagem. Apesar de ter toda aquela coisa de eles me tratarem como um ser exótico e diferente, eles respeitam minha música. Mas eu só saí do meu país porque tinha que fazer meu trabalho. Quando eu termino, eu penso, tudo bem, mas onde está o mar, onde estão as montanhas?

Aqui no Brasil, alguns artistas têm uma espécie de fobia de instrumentos computadorizados, como teclados, por exemplo. Eles acham que esses instrumentos esfriam ou pasteurizam a música, tirando uma pureza ou um calor que, segundo eles, só os instrumentos acústicos podem dar. O que você acha disso?

Eu acho que o computador é um instrumento, assim como uma guitarra ou um violino. A música não vai perder sua alma porque você vai usar um computador ou seja lá o que for. Mas, se você ficar preguiçoso por causa do computador, então ele será um problema.

Como é o cenário musical no seu país? Existem outras pessoas fazendo um som com uma concepção parecida com a sua?

A cena musical na Islândia não existe. Quer dizer, há aquela música pop, mas é pura imitação da música americana. Não existe música islandesa ou nada remotamente parecido com o que possa ser uma música islandesa. Desde o século 13 nós fomos colonizados e nossa independência foi obtida muito tarde. Enquanto éramos colônia, a taxação de impostos era muito alta, e não sobrava dinheiro para fazer nada. A única manifestação artística que existe com força na Islândia é a literatura. As pessoas não tinham dinheiro para música ou pintura, elas apenas conversavam e escreviam. Na Islândia, se você, quando é jovem, quer ser rebelde e mudar o mundo, você não monta uma banda de rock, simplesmente escreve um poema.

"Possibly Maybe", "Army of Me" e "Bedtime Story" (escrita para Madonna) são músicas com ideias absolutamente originais. Como lhe ocorrem esses assuntos? São coisas que lhe vêm naturalmente, no seu dia a dia, ou são assuntos premeditados, concebidos para obrigar as pessoas a pensar?

Minha música não é uma coisa planejada sob nenhum aspecto. As coisas vão acontecendo no meu dia a dia, na minha vida, e eu vou transformando essas coisas em música, mas sem perceber, de repente.

Como você escolhe seus parceiros musicais?

Não há uma regra. Pegue os seus amigos, por exemplo. Como você os conheceu? Aposto que cada um foi de um jeito, em uma situação totalmente diferente. É como os meus parceiros.

Quais artistas ou bandas você admira?

Quando eu ouvi Milton Nascimento pela primeira vez, com a música "Travessia", fiquei totalmente viciada, como se estivesse me drogando.


O fã sortudo João Elias de Brito conseguiu conhecer e até entregar um desenho para a cantora em um momento após a coletiva de imprensa da turnê em São Paulo. Leia o relato completo clicando aqui.







Show da 'Post Tour' em São Paulo (Fotos: Jorge Rosenberg)


Felizmente, o segundo show da "Post Tour", que aconteceu no Rio de Janeiro foi registrado. A filmagem em gravação profissional capturada de um único ângulo estratégico do palco foi disponibilizada por um fã na Internet há alguns anos. Você pode fazer o download do áudio do show em ótima qualidade clicando aqui


Uma matéria da Folha de São Paulo comentou sobre o futuro dessa filmagem dizendo:  "A apresentação da cantora Bjõrk virará especial do canal pago Multishow, para ser exibido no exterior"


Na verdade, o que aconteceu foi que o material coletado no festival inteiro acabou virando uma série documental produzida pela TV ZERO e exibida no Multishow e no Canal+ (França). Foram diversos episódios sobre o Free Jazz Festival sob a direção de Roberto Berliner. Infelizmente, apenas um trecho de 3 segundos (!) da apresentação de Björk foi incluído no especial (como é possível ver aos 42 segundos deste vídeo).

Nos últimos anos, buscamos por informações em fóruns de discussão sobre a islandesa na internet e até tentamos encontrar o contato das pessoas da equipe do festival Free Jazz de 1996, mas não obtivemos sucesso em resgatar o vídeo do show em melhor qualidade. Não temos certeza se haviam telões laterais no show daquela noite ou se outras câmeras estavam espalhadas pelo local da apresentação, mas acreditamos que sim. Talvez tenha surgido a ideia de filmar para um possível lançamento oficial, já que até então aquela era a última data da turnê, o que mudou quando mais tarde um show grátis foi marcado para fãs em Fevereiro de 1997, em Londres, que saiu em VHS/DVD 1 ano depois. 

O vídeo foi divulgado pelos fãs Sylvain do Canadá e Simonet de Amsterdã, possivelmente em antigos blogs de fãs da islandesa através do projeto 'Bjorkhub' (bjorkhub.no-ip.info // bjorklossless.goudwater.nl), onde reuniam os bootlegs que conseguiam, pois os álbuns e VHS/DVDs de shows ao vivo de Björk demoraram muitos anos para serem finalmente lançados.

Através do falecido 'BjörkFTP' (https://bjorkftp.wordpress.com), muitos destes arquivos voltaram à internet. O mais interessante deste do 'Free Jazz' é que o áudio foi capturado da mesa de som, ou seja... foi sincronizado com o vídeo... A fonte não tem certeza se veio da Fita Master, do que podemos concluir que eles tinham apenas uma cópia em VHS, só não sabemos como conseguiram. Hoje muitos outros arquivos estão hospedados em: gudmundsdottirbjork.blogspot.com

Essa versão disponível foi revisada pelo fã 'danlynch' em 27/11/2005, e publicada novamente para download em 2011. 

Características do arquivo:
VHS (Master?) > lossless DVD audio (Linear PCM, 48000 Hz Stereo,
1536 kbps) > vobedit (demux) > Soundforge (resample 44.1, set fades) >
CDWave (tracking) > Flac Frontend (level 7, align sector boundaries) > flac

Aquela noite foi realmente mágica, pois foi uma das últimas vezes em que Björk cantou a maioria das músicas incluídas no setlist, como "Big Time Sensuality", "Crying" e "It's Oh So Quiet", que ficou de fora do DVD oficial da turnê.

Show completo da 'Post Tour' no Rio de Janeiro

E como podemos falar de Björk no Brasil sem lembrar da famosa regravação de "Travessia", sucesso de Milton Nascimento, que a artista canta em português!?


A música deveria ter sido incluída na compilação "Red Hot+Rio", o que não aconteceu.

"Ela deu uma dimensão diferente à música, é uma de suas favoritas. Quando me procurou, foi para arranjá-la para ela, já que fui eu quem produzi a versão dele. Confesso que nunca havia ouvido falar de Björk. Fui correndo até uma loja de discos e comprei todos os que ela fez com o Sugarcubes. Achei sua voz genial, diferente. Sua obra é muito experimental. Eu queria humanizá-la, tornando-a mais coesa. Fiz remixes com ritmos de marchinhas, que ela adorou. A gente sabe quando a Bjõrk fica satisfeita porque ela começa a dar pulinhos de felicidade. Quando ela não gosta, ela vai embora" - Eumir Deodato em entrevista à Folha, outubro de '96.


1998 - Homogenic Tour:

Recorte: João Paulo Corrêa

SETLIST: Vísur Vatnsenda-Rósu (Instrumental)/Hunter/Come To Me/Venus As a Boy/Immature/All Neon Like/You've Been Flirting Again (Icelandic)/Isobel/Possibly Maybe/I Go/Humble/Human Behaviour/Bachelorette/5 Years/Hyperballad/Violently Happy/Pluto/Jóga/Play Dead.

Falando em Milton Nascimento, Björk o encontrou nos bastidores do show da "Homogenic Tour" no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1998. A apresentação aconteceu dentro do Festival "Close-Up Planet".

Fotos: Marcia Foletto

Poucas horas antes do show no Metropolitan, a cantora passou o dia no parque de diversões "Terra Encantada", que ficava bem ao lado da casa de espetáculos, na Barra da Tijuca.


Foto: Horácio Brandão/Midiorama

Nos camarotes circulavam famosos como Baby do Brasil, Fernanda Abreu, Marisa Monte, Paulo Ricardo e Milton Nascimento.

Björk deixou o palco após uma hora e meia, se despedindo com o velho "oprigado" já batido dos artistas estrangeiros que pisam por aqui, mas que ainda serviu de motivo para o delírio e aplausos do público.


NAS FOTOS: O encontro histórico nos bastidores do show, dois dos poucos registros do set que temos conhecimento, e nossa amada posando para os fotógrafos após conceder uma entrevista num hotel da zona sul carioca.

PROCURA-SE: Você estava lá? Sabemos do quanto era incomum a presença de câmeras durante os shows daquela época, mas caso você tenha algum registro (fotos, recortes de jornais, fitas com reportagens na TV e entrevistas), por favor nos envie! O material dessa apresentação histórica, infelizmente, é bem escasso na internet.

Fãs mais antigos relatam que reportagens e até entrevistas com a cantora foram exibidas na MTV Brasil na época, além da que ela concedeu para o "Fantástico" no Japão, antes de desembarcar no Brasil naquele ano. Estamos doidos atrás desses arquivos! Uma pena que o da MTV esteja mofando no prédio do Sumaré e que nenhuma alma caridosa tenha compartilhado conosco.



Zeca Camargo nos bastidores da entrevista com Björk para o Fantástico

CURIOSIDADE: Um show da "Homogenic Tour" estava marcado para acontecer em São Paulo, em 22/08/98, mas foi cancelado devido ao desmoronamento do palco do festival! Entenda o caso clicando aqui.

Poster do show da 'Homogenic Tour' no Brasil no Festival 'Close-Up Planet', em 1998

2004 - Björk no Carnaval de Salvador:

Recorte: João Paulo Corrêa

Mesmo sem estar em turnê, Björk deu um show no Carnaval de Salvador em 22 de Fevereiro de 2004. Ela que já havia passado por nosso país em 1996 e 1998 para algumas apresentações, retornou durante o período mais conhecido pelos 'gringos' para a gravação de seu álbum 'Medúlla' (no Estúdio Ilha Dos Sapos, de Carlinhos Brown), além de acompanhar a intervenção artística feita por seu companheiro na época.

A faixa em questão é Mouth's Cradle, com a participação dos grupos de percussionistas Ilê Aiyê e Cortejo Afro. Infelizmente, o take escolhido para o corte final acabou sendo outro devido à proposta do disco, formado majoritariamente apenas por vocais. Mas a versão está presente como B-Side do single de Who is It?. Björk os ouviu pela primeira vez durante os ensaios do projeto de seu então namorado, que os convidou para tocar ao lado de um carro alegórico da produção. A gravação da canção da islandesa pesou na consciência dela também por parecer uma atitude muito óbvia de uma turista: "Eu não queria parecer colonialista. Meu cérebro diz não, mas meu coração diz sim para essa música", contou ao jornalista da revista The New Yorker, que a acompanhou durante a viagem e nos presenteou com ótimos relatos e depoimentos da cantora em nosso país.

Confira registros da cantora em estúdio no Brasil e na folia do Carnaval:

Vídeo disponível apenas para PC

Muito assediada pelos fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas brasileiros, Björk quase não falou com ninguém da imprensa durante o Carnaval de Salvador, o que lhe rendeu adjetivos como "antipática" e "estrela".

"Robert Altman (um famoso cineasta) deveria fazer um filme sobre os paparazzi. Sobre esse pequeno mundo de pessoas que se escondem no mato durante cinco dias, comendo e dormindo mal, como caçadores a espera da presa, Lady Diana ou quem quer que seja. Eles (os paparazzi) se odeiam e odeiam a presa. O foco é somente o momento de matar. Daria um filme muito interessante, não?". E finalizou: "Na verdade, a maioria das pessoas aqui não sabe quem eu sou. Só sabem que eu sou famosa por algum motivo".

A artista se hospedou numa casa na praia de 'Arembepe', antigo reduto hippie baiano, durante algumas semanas e, mal acostumada à umidade e ao calor, ficou resfriada, segundo a revista. Enquanto, boatos na imprensa brasileira diziam até que ela passou mal com a culinária baiana.

"Eu estava no Brasil neste verão para passar o Carnaval. As pessoas passam o ano inteiro fazendo seus trajes, então em março eles ficam com essa depressão pós-carnaval. Nós da Islândia ficamos assim depois do Natal! Enfim, quando acaba, todos ficam lá com seus figurinos rasgados, deitados na cama. Eu realmente recomendo o carnaval. Eu fui a uma cidade chamada Salvador. Não é tão comercial, como o lado "drag queen" e "Ricky Martin" do Rio de Janeiro. Em Salvador você vê mulheres negras de 70 anos com roupas feitas de papel alumínio, e elas estão muito conectadas com a bateria. Eu adoraria ir novamente, mas é muito quente para pessoas islandesas". (i-D Magazine, 2004)


HUMILDADE: Na casa em que se hospedou em Salvador, Björk fez questão que as pessoas que cuidavam do serviço de limpeza, da cozinha e do jardim se juntassem a mesa com ela, a equipe que participou da gravação do álbum e seus convidados. Sem estrelismos... diferente do que vinha sendo noticiado. A caminho para a festa do Carnaval, ela se divertiu com seus amigos e cantou 'Like A Prayer' da Madonna que tocava no rádio da Van que os levou até o local. A cantora queria caminhar entre as pessoas até o seu camarote, mas a ideia foi vetada pelos seguranças após perceberem a enorme quantidade de pessoas que festejavam na rua. Ela ficou encantada.

BJÖRK ATRÁS DO TRIO E O ENCONTRO COM CAETANO VELOSO: Entre milhares de foliões, Björk exibiu muita animação correndo atrás do 'Trio Elétrico' usado na gravação de um longa metragem do seu então parceiro. A obra de arte foi puxada por um trator. O resto do público parecia não entender nada. 

Segundo reportagem do 'Estadão', ela encontrou com Caetano Veloso no 'Largo do Farol da Barra'. Os dois conversaram por algum tempo e o brasileiro se mostrava entusiasmado com o que via.

DANÇANDO NA CLARIDADE NO MEIO DO POVO: Toda sorridente, a islandesa tirou fotos, esbanjou simpatia e teve sua mão beijada por foliões que passavam ao seu lado. No camarote, ela viu a saída do bloco e depois ouviu a tradicional 'Axé Music' de outros trios elétricos e dançou ao som da música "Maimbê Dandá" de Daniela Mercury. Três horas depois, apareceu no chão no final do percurso para prestigiar o trabalho de toda a equipe.

De vestido de manga comprida cor salmão, Björk estava com cinco amigos e sempre com dois seguranças na sua cola. Segurando seu chapeuzinho com bolinhas vermelhas, dançou, mostrou a língua e aplaudiu sem parar o trio elétrico que passava.

"Eu só quero seguir o trio e não sei o que fazer", disse Björk para uma amiga. Na sequência, a trupe saiu andando no meio da multidão, e depois parou para ver os outros blocos.

Embora tenha começado a noite bebendo champanhe, a cantora terminou dançando entre os populares e dando goles na caipirinha de uma de suas amigas. (FONTE: UOL).

2007 - Volta Tour:

SETLIST: Brennið Þið Vitar/Earth Intruders/Hunter/Pagan Poetry/Immature/Hope/Unravel/Pleasure Is All Mine/Jóga/Mother Heroic/The Anchor Song/Desired Constellation/Army Of Me/Innocence/Bachelorette/Five Years/Vökuró/I Miss You (LFO-Freak)/Wanderlust/Cover Me/Hyperballad/Pluto/Oceania/Declare Independence

Após 9 anos sem dar as caras no Brasil com um show, Björk trouxe sua "Volta Tour" para apresentações em São Paulo, Curitiba e no Rio de Janeiro como parte do Tim Music Festival

Momento Sônia Abrão:

Segundo a Revista Caras, na bagagem da islandesa um item inusitado: uma babá para cuidar dela e não dos filhos

A lista de exigências de Björk: Alguns dos 36 integrantes de sua equipe são extremamente alérgicos a determinados alimentos, por isso, a cantora chamou a atenção para a necessidade de se evitar alimentos derivados de leite, açúcar refinado, vinagre, shoyu, cogumelos, lagosta e camarões.

Para garantir sua boa alimentação, a islandesa fez questão de trazer sua cozinheira particular para cuidar pessoalmente de suas refeições. No menu, massas, sopa vegetariana e salada.

Também foram solicitadas, para cada apresentação da banda, 378 latas e garrafas de bebidas (água, sucos, chás, vinhos e uísque).

Por último, ainda segundo a Caras, ela quer que o motorista da banda seja abstêmio, mas com "idade legal" para poder comprar bebidas alcoólicas em lugares públicos".

OS SHOWS:



Björk se apresentou no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 2007, na Marina da Glória para um público de 4.000 pessoas. Ela pediu desculpas pelo português fraco, disse que era muito bom estar de volta ao país e apresentou os músicos que a acompanham. Gritando "Viva La Revolución", incendiou a plateia, num bombástico final para uma inspirada apresentação.

Em um passeio de bicicleta no Leblon, a artista mandou uma lembrancinha para um fotógrafo que a perturbava durante sua pequena folga antes do próximo show:

Welcome to Leblon

Ainda deu tempo de participar da estreia de "O Passado", no Rio de Janeiro. Ela chegou ao Cine Odeon ao lado do elenco, posou para fotos, não quis dar entrevistas e depois foi assistir ao filme do diretor Hector Babenco. O convite partiu da também diretora Monique Gardenberg, que conhecia a cantora de suas outras passagens pelo país, em 1996 e 1998 com os shows de "Post" e "Homogenic".


Já em São Paulo, levou mais de 20 mil pessoas ao Anhembi, em 28/10/07. A islandesa não se apresentava na cidade há mais de 11 anos! Entre os famosos na plateia: Daniela Mercury, Wagner Moura, Débora Falabella, Alessandra Negrini, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Mariana Ximenes ("Já tinha visto o show dela em Nova York. Eu adoro o repertório e a performance") e Paulo Ricardo ("Eu vi a "Post Tour" em 1996 e foi um dos maiores shows da minha vida. Então trouxe minha filha aqui hoje para assistir ao espetáculo"). Já Luana Piovani perdeu o show no Rio de Janeiro por causa do trânsito: "Eu queria muito ver a apresentação dela, mas não deu por causa do enorme engarrafamento". Camila Pitanga, Vanessa Giácomo e Fernanda Torres não passaram pelo mesmo transtorno.

'Volta Tour' - Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba; outubro de 2007

O novo encontro: Milton Nascimento tietou Björk no Tim Festival 2007. Ele encontrou a cantora no camarim e pediu para tirar fotos ao seu lado: “Foi um presente que eu me dei no meu aniversário", disse o artista que completava 64 anos naquele dia.


Por volta das 21h de 31 de Outubro de 2007, em seu último show no Brasil, Björk colocava Curitiba para dançar na Pedreira Paulo Leminski. Só podemos torcer para que ela volte logo logo

Com um show lindo de se ver e ouvir (o som estava impecável), a cantora encantou o público no último dia da edição de 2007 do Tim Festival, que contou com cerca de oito mil pessoas! A famosa chuva de papel picado aconteceu, não no final, mas no início da performance. Em "Hunter", outra surpresa para os fãs: a artista soltou de suas mãos serpentinas que imitavam teias de aranha, que junto a banda emocionaram bastante a plateia.

Segundo a produção do evento, eles tiveram que providenciar, naquela tarde, uma bandeira do Brasil, para decorar o palco. Após a apresentação de pouco mais de uma hora, a islandesa deu uma festa nos bastidores para 60 convidados.

'Volta Tour' em Curitiba, outubro de 2007

Assista ao show quase completo da "Volta Tour" no Brasil em uma edição feita por nossa equipe. O vídeo reúne as apresentações no Rio de Janeiro, em São Paulo e Curitiba! Confira também um vídeo da montagem do palco.

 

2012 - Biophilia Tour:

Em 25 de abril de 2012, recebíamos a triste notícia de que Björk não poderia trazer sua "Biophilia Tour" para o show que aconteceria 16 dias depois, no Festival Sonár, em São Paulo. Segundo posts nos perfis oficiais da islandesa no Twitter e no Facebook, o motivo foi o nódulo em suas cordas vocais.


Estamos aguardando seu retorno, mulher!

Comente com outros fãs:


Assista aos episódios legendados da Websérie Björk e ao vídeo do tributo completo para a islandesa no Teatro Amazonas, em Manaus. Relembre alguns dos shows, documentários, entrevistas e apresentações da islandesa já transmitidos na TV brasileira clicando AQUI.

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