Pular para o conteúdo principal

Hidden Place

Foto: Reprodução

"Acredito que essa música se trata de uma história sobre como duas pessoas podem criar um paraíso apenas se unindo, a partir de uma localização emocional que é mútua e inquebrável. Obviamente, é um "faz de conta". Você pode argumentar que é um lugar que não existe já que é invisível, mas é claro que também pode acreditar nele e torná-lo forte, assim acaba se tornando real. Eu acho que isso é algo que, de certa forma o espírito humano adquire ao conquistar a apatia e o tédio durante a vida. As músicas do Vespertine são introvertidas. Eu tentei meio que congelar esse disco, como acontece no inverno".

A ideia para o videoclipe de Hidden Place foi reciclada de um outro projeto de Björk. Todo o conceito da obra era para ter sido usado em uma super produção audiovisual para I've Seen It All, que acabou sendo cancelada por causa de questões de direitos autorais com os organizadores do filme Dancer in the Dark. Depois do ocorrido, a islandesa decidiu usar a história original no vídeo de seu próximo single, Hidden Place, já que estava em um estágio avançado nas composições para Vespertine, de 2001.

"Isso foi logo depois de Volumen, e Björk sabia que nunca havíamos feito um vídeo em nossas vidas. Ela ficava tipo: "Sabe de uma coisa? Essa é minha música mais especial. E eu sei que vocês podem visualizar exatamente o que ela é". É incrível trabalhar com ela, pois é uma pessoa tão confiante e completamente aberta. Para nós, participar desse trabalho foi um momento muito comovente. Nós sempre quisemos chegar tão perto dela quanto podíamos, já que todos nós sentimos que ela nunca tinha sido retratada como a mulher real e bonita que ela é. A ideia do líquido no rosto dela funciona como uma visualização de todas as emoções possíveis pulsando e circulando em seu cérebro sempre muito ocupado". - Inez & Vinoodh.

Fontes: CDNow, site oficial, Artsy, Record Collector, 'reservocation'. 

Postagens mais visitadas deste blog

Relato: "O dia em que conheci Björk pessoalmente em São Paulo"

"O Dia das Crianças do ano de 1996, foi uma data inesquecível! Eu estava trabalhando pelas ruas de São Paulo e passando em frente ao Maksoud Plaza, tive a ideia de perguntar pelos convidados do Free Jazz Festival. Estávamos na semana das apresentações e para a minha surpresa, descobri a informação que eu queria, nossa amiguinha "islandeusa" se hospedaria lá. Todo envergonhado, perguntei do pessoal do hotel como eu poderia entrar em contato com os organizadores do evento, e me aconselharam subir até o segundo andar, lá existia uma sala chamada "Primavera", e uma coletiva de imprensa iria acontecer no dia do show. Encontrei sem querer, uma fada madrinha chamada Ana Paula. A mulher mais bonita que eu já vi na vida, e um fotógrafo que eu não me lembro bem o nome. A moça era encarregada de toda a organização do festival e eu disse que gostaria muito de participar da coletiva, e que tinha dois desenhos para entregar para Björk. Falei sobre o meu amor pela artis...

20 anos de Homogenic

Em  22 de Setembro de 1997 , Björk lançou mais um álbum icônico para a sua coleção que já era repleta de clássicos.  Pegue seus fones de ouvido e escolha sua plataforma musical preferida  e acompanhe uma  matéria especial  sobre os  20 anos de  " Homogenic ".   Comercial do álbum CURIOSIDADES: - O disco  foi gravado no estúdio "El Cortijo" de Trevor Morais, localizado no sul da  Espanha .  - Para a edição japonesa de "Homogenic",   "Jóga (Howie B Version)", "Immature" (Björk’s Version), "So Broken", "Nature Is Ancient" e "Jóga (Alec Empire Mix)" serviram de bônus track. - "Jóga"  também é o nome de uma das melhores amigas de Björk. -  As letras em braille na capa e no encarte do  CD single/Boxset  de "Alarm Call" não significam absolutamente nada. - Um  livro especial  em comemoração aos 20 anos de "Homogenic" será lançado em Outubro deste ano.  -...

A metáfora do "fungo" que guia o álbum Fossora de Björk

Sobre a metáfora do "fungo" que guia o disco "Fossora", Björk explica: "É algo que vive no subsolo, mas não as raízes das árvores. Um "álbum de raiz de árvore" seria bastante severo e estoico, mas os cogumelos são psicodélicos e aparecem em todos os lugares", ela considera essa tese, aparentemente satisfeita. "O meu "período de fungo" foi borbulhante e divertido, com muita dança. E o headbanging/bate cabelo no final de cada música... aaahhhh!". Björk fala de sua obsessão pandêmica por documentários como "Fungos Fantásticos", que é cheio de imagens com rápida passagem de tempo da disseminação de redes de fungos: "Eu fiquei tipo: "Eu não consigo entender por que estou ressoando tanto com isso. É porque esse vírus está se movendo, ferindo todo o planeta?". Os cogumelos também tinham um apelo poético: ao decompor plantas e animais mortos e reciclarem seus nutrientes no solo, os fungos criam uma nova vida ...

Björk fala da liberdade das mulheres na música eletrônica

"A música eletrônica pode ser tão orgânica quanto guitarra, baixo ou bateria. Não há diferença entre uma guitarra e um computador em termos de natural/artificial. É apenas um instrumento. Tudo depende do que você faz com o instrumento. O patriarcado promoveu bandas como caras que assistem futebol e depois montam um grupo. Para as mulheres era diferente, elas não tinham lugar. Ganharam liberdade com os computadores, podendo produzir suas próprias canções em casa. O computador nos permitiu tomar todas as decisões sobre nossas músicas. Não precisávamos mais entrar no estúdio, lidar com todos aqueles caras, engenheiros de som e produtores nos pedindo para sacrificar nossos instintos. Não estou dizendo que é sempre o caso, mas acho que foi libertador. Quando a fita VHS chegou na década de 1980, muitas artistas femininas entraram no mundo da arte com seus vídeos, como Marina Abramović e Ana Mendieta . Elas poderiam ser as chefes, não precisavam mais "entrar" no mundo da arte. ...

Debut, o primeiro álbum da carreira solo de Björk, completa 30 anos

Há 30 anos , era lançado "Debut", o primeiro álbum da carreira solo de Björk : "Esse disco tem memórias e melodias da minha infância e adolescência. No minuto em que decidi seguir sozinha, tive problemas com a autoindulgência disso. Era a história da garota que deixou a Islândia, que queria lançar sua própria música para o resto do mundo. Comecei a escrever como uma estrutura livre na natureza, por conta própria, na introversão". Foi assim que a islandesa refletiu sobre "Debut" em 2022, durante entrevista ao podcast Sonic Symbolism: "Eu só poderia fazer isso com algum tipo de senso de humor, transformando-o em algo como uma história de mitologia. O álbum tem melodias e coisas que eu escrevi durante anos, então trouxe muitas memórias desse período. Eu funcionava muito pelo impulso e instinto". Foto: Jean-Baptiste Mondino. Para Björk, as palavras que descrevem "Debut" são: Tímido, iniciante, o mensageiro, humildade, prata, mohair (ou ango...