"Eu estava tão nervosa. Lembro que um amigo dela me disse: "Não se preocupe, ela faz isso o tempo todo!". Eu fiquei maravilhada com sua coragem e seu senso de abandono. No estúdio, eu não conseguia acompanhá-la, me sentia como um cãozinho perseguindo um cavalo. Era como estar ao lado de um vulcão". O relato está presente na edição de 16 de fevereiro da 'Uncut Magazine', que trouxe nossa islandesa na capa. Em meio a uma nova entrevista, a revista relembrou este e um depoimento de 1993, dado em um estúdio em Londres. Na ocasião, Björk lamentou como alguns de seus velhos amigos deixaram de ser destemidos: "As pessoas costumam ser realmente selvagens quando adolescentes, e depois pensam que se tornam seres convencionais, mas você tem que se reinventar todos os dias, você tem que reinventar todos os dias aquilo que é dito selvagem".
"Sim, erupção! Nós na Islândia estamos tão animados. Ainda conseguimos! É uma sensação de alívio quando a natureza se expressa. Aproveitem. Estou tão impressionada!!! Não consigo nem acreditar que é PRECISAMENTE onde gravamos o vídeo de Black Lake , uma canção de catarse e cura. Fica a 30 minutos da minha casa. O diretor Andrew Thomas Huang até acrescentou uma erupção (na edição), e aqui está a real!!! Parece tão estranhamente profético me assistir ali na ponta dos pés, descalça, usando meu "vestido de lava" da Iris van Herpen , ferida e vulnerável em busca de redenção. Isso que está acontecendo, só mostra que tudo se cura com o tempo. As feridas são cobertas, pode até haver cicatrizes, mas sempre há uma capacidade enorme na natureza de criar novas montanhas, de seguir em frente. O lugar no qual filmamos, Geldingardalur, está desaparecendo lentamente, está sendo coberto por lava. Em breve, talvez ganhe um novo nome: Fagrahraun, que significa: "Bela Lava", ...
