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ANOHNI conta como foi nadar no mar com Björk

 
"Eu estava tão nervosa. Lembro que um amigo dela me disse: "Não se preocupe, ela faz isso o tempo todo!". Eu fiquei maravilhada com sua coragem e seu senso de abandono. No estúdio, eu não conseguia acompanhá-la, me sentia como um cãozinho perseguindo um cavalo. Era como estar ao lado de um vulcão". O relato está presente na edição de 16 de fevereiro da 'Uncut Magazine', que trouxe nossa islandesa na capa. Em meio a uma nova entrevista, a revista relembrou este e um depoimento de 1993, dado em um estúdio em Londres. Na ocasião, Björk lamentou como alguns de seus velhos amigos deixaram de ser destemidos: "As pessoas costumam ser realmente selvagens quando adolescentes, e depois pensam que se tornam seres convencionais, mas você tem que se reinventar todos os dias, você tem que reinventar todos os dias aquilo que é dito selvagem".

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Talvez isso seja justo o suficiente se não forem as músicas deles, sabe? Quando eu estava em bandas, sempre co-escrevíamos, e quando eu estava com vontade de compartilhar minhas próprias músicas, me afastava para criar. Trazê-la (pronta) para os ensaios não pareceria o certo a se fazer. Mas, novamente, a sinergia em um grupo de pessoas trabalhando juntas é um dos momentos mais nutritivos que existem, mas é um ato delicado de equilíbrio.
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Exposição Björk Digital chega a Brasília em Dezembro

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Björk tocando na O2 Arena é algo que poderia ter feito mais sentido nos anos 90, se o local já existisse. Foi naquela época que a artista islandesa fez álbuns que venderam milhões, e que sua voz surpreendente esteve em maior evidência na mídia. Hoje, isso é uma lembrança distante para ela, que optou por um trabalho ainda mais experimental, como em Utopia (2017).
No entanto, uma apresentação está marcada na O2 para o dia 19 de novembro. Será o maior show dela em Londres nesses 42 anos de carreira. "Obviamente, jurei na adolescência que nunca tocaria em uma arena na minha vida", ela contou ao jornal britânico Evening Standart UK. “Mas as dos Anos 80 são diferentes das arenas recém-construídas e, de certa forma, os teatros do Século XVIII tem tanta bagagem. Mas é claro que isso é um experimento, assim como tudo o que faço. Acho que não vale a pena fazer, a menos que seja algo que nunca fiz antes, né? Inicialmente, eu esperava que teatros tradicionais pudessem nos receber, mas …