"Eu estava tão nervosa. Lembro que um amigo dela me disse: "Não se preocupe, ela faz isso o tempo todo!". Eu fiquei maravilhada com sua coragem e seu senso de abandono. No estúdio, eu não conseguia acompanhá-la, me sentia como um cãozinho perseguindo um cavalo. Era como estar ao lado de um vulcão". O relato está presente na edição de 16 de fevereiro da 'Uncut Magazine', que trouxe nossa islandesa na capa. Em meio a uma nova entrevista, a revista relembrou este e um depoimento de 1993, dado em um estúdio em Londres. Na ocasião, Björk lamentou como alguns de seus velhos amigos deixaram de ser destemidos: "As pessoas costumam ser realmente selvagens quando adolescentes, e depois pensam que se tornam seres convencionais, mas você tem que se reinventar todos os dias, você tem que reinventar todos os dias aquilo que é dito selvagem".
Lançado em 24 de novembro de 2017 , o álbum Utopia é um dos trabalhos mais incríveis da carreira de Björk . Reunimos em uma matéria especial detalhes de todas as faixas do projeto. Confira: Foto: Jesse Kanda (2017). 1. Arisen My Senses: "A primeira faixa que escrevi para o álbum Utopia foi justamente a de abertura. A melodia é como uma constelação no céu. É quase uma rebelião otimista contra modulações com narrativa "normais". Não há apenas uma. Tem umas cinco e eu realmente amei isso. Adicionei um arranjo de harpa junto de um texto, e enviei essa música de presente para a Arca . Ela mal podia acreditar, pois sentiu que bati de algum jeito em seu inconsciente! Criei a partir de um trecho de uma mixtape no SoundCloud dela, um trabalho feito uns três anos antes. Vi aquilo como o seu material mais feliz. Nem comentei com ela, apenas reeditei e mandei. Desta vez, estávamos fazendo juntas, de igual para igual, o oposto de Vulnicura . E esse foi o ponto de partida...
