Pular para o conteúdo principal

Björk: "Trabalhar o tempo todo em seu próprio material pode ser claustrofóbico"

 
Na estreia da Björk Digital em Barcelona, exposição que ficará disponível por lá até 24 de Setembro, Björk aproveitou para fazer parte de uma coletiva de imprensa de 30 minutos para mil convidados, em uma conversa com Brandon Stosuy, editor-chefe da The Creative Independent, na qual ao invés de detalhar ainda mais o processo criativo dos vídeos em realidade virtual, falou sobre o DJ-set de 4 horas que faria em seguida para os três mil fãs que adquiriram os ingressos, o qual ela admitiu que, não usa ferramentas sofisticadas para executá-lo, mas sim o Garage Band, um simples aplicativo que está disponível para todos. A confissão provocou risos na plateia!

Sobre a experiência, a artista declarou: "Eu não pretendo ser a melhor DJ, só quero compartilhar minha paixão pela música em todo o mundo. Eu amo pop, ouço tanto Rihanna quanto Chaka Khan, para mim, são a mesma coisa. Estamos em contato com músicas de diversos tipos e o que parece mais natural é abraçar esse ecletismo (...) Queremos fazer coisas que as pessoas possam se divertir". A cantora ainda disse que seus sets são uma verdadeira junção de toda a música que existe no planeta e baseados em desfrutar de uma viagem, que não gosta que se pareçam com a atmosfera de uma boate, pois ela não é uma DJ com boa técnica, e que já percebeu que as duas primeiras horas são muito tranquilas e peculiares, e que por isso tem selecionado para os últimos 30 minutos, conforme lhe foi indicado, muitas canções dançantes. A islandesa também falou sobre como tocar o trabalho dos outros pode ser libertador: "Trabalhar o tempo todo em seu próprio material pode ser claustrofóbico".

Machismo na música eletrônica: "As mulheres produzem música eletrônica. Algumas pessoas não percebem que eu mesma faço meus próprios arranjos, isso me parece sexismo", e em seguida foi aplaudida por todos ali presentes.

Rock: "Minha música não é baseada em três acordes e rock'n'roll, é mais linear e mais fácil de tocar em um teclado do que em uma guitarra".

Novo álbum: "Eu faria uns 50 álbuns antes de morrer", disse ela ao se lamentar por provavelmente não poder fazer isso. "Eu gosto de tantas coisas, e faria muitas delas". Por agora, ela sabe o que fazer nos próximos meses: um novo disco que já está trabalhando com o Arca. O novo material será muito diferente, porque é hora de "deixar o drama para trás", segundo ela mesma. Björk não especificou quando será lançado, mas garante que irá começar a finalizá-lo no outono.

Postagens mais visitadas deste blog

A história do vestido de cisne da Björk

20 anos! Em 25 de março de 2001 , Björk esteve no Shrine Auditorium , em Los Angeles, para a 73º edição do Oscar . Na ocasião, ela concorria ao prêmio de "Melhor Canção Original" por I've Seen It All , do filme Dancer in the Dark , lançado no ano anterior.  No tapete vermelho e durante a performance incrível da faixa, a islandesa apareceu com seu famoso "vestido de cisne". Questionada sobre o autor da peça, uma criação do  fashion   designer macedônio  Marjan Pejoski , disse: "Meu amigo fez para mim".    Mais tarde, ela repetiu o look na capa de Vespertine . Variações também foram usadas muitas vezes na turnê do disco, bem como em uma apresentação no Top of the Pops .  "Estou acostumada a ser mal interpretada. Não é importante para mim ser entendida. Acho que é bastante arrogante esperar que as pessoas nos compreendam. Talvez, tenha um lado meu que meus amigos saibam que outros desconhecidos não veem, na verdade sou uma pessoa bastante sensata. 

Vestido de Cisne: o maior equívoco que as pessoas cometem sobre Björk

Foto: Divulgação "Estou acostumada a ser mal interpretada. Não é importante para mim ser entendida. Acho que é bastante arrogante esperar que as pessoas compreendam você.  Talvez, tenha um lado meu que meus amigos saibam que outros desconhecidos não veem, na verdade sou uma pessoa bastante sensata. (...)  Eu não posso acreditar que ainda estão falando sobre o vestido de cisne tantos anos depois! Acho esse sentido do vestido de Hollywood muito alienante! Obviamente, eu estava fazendo uma piada. Uma coisa que ninguém menciona é que eu tinha seis ovos comigo e os distribui ao redor do tapete vermelho. E todos os assistentes das estrelas ficavam tipo: "Desculpe, senhora, você deixou cair isso". Foi bem divertido! A coisa mais estranha é que todos realmente pensaram que eu estava tentando me encaixar, mas que de alguma forma eu tinha entendido isso errado. Parece que estou tentando me encaixar

A paixão de Björk por Kate Bush

Foto: Divulgação "Eu gostaria de ouvi-la sem parar. Era muito divertido acompanhar sua música na Islândia. Eu acabei adquirindo os álbuns muitos anos depois que saíram, então eu não tinha qualquer contexto, eu estava simplesmente ouvindo-os no meu próprio contexto. E todas as minhas canções favoritas eram as “lado-B” do terceiro single , por exemplo. E então eu vi alguns documentários sobre ela, era a primeira vez que eu via as coisas de um ponto de vista britânico e eles estavam falando: "Ela esteve no Top 3 das paradas musicais, e foi no Top of The Pops , e fez muito melhor do que o fracasso do álbum anterior”. E foi o oposto total para mim! É tão ridículo, esta narrativa de sucesso e fracasso. Como, se você faz algo surpreendente, a próxima coisa tem que ser horrível. É como o tempo ou algo assim. Dez anos mais tarde, alguém assiste na Islândia ou na China e é totalmente irrelevante. Para mim, ela sempre representará a época de exploração da

Björk e Milton Nascimento - A Travessia para um grande encontro

Foto: Horácio Brandão/Midiorama (1998) Poucas horas antes do show no  Metropolitan , no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1998 (saiba mais AQUI ), Björk    conversou com a imprensa brasileira, e esteve junto de Milton Nascimento . Ela foi uma das atrações principais do festival Close-Up Planet : Fotos: Site Rock em Geral (1998) Ao jornal  Extra , ela contou que é fã não só de Elis, mas também do Sepultura . Falando de Milton Nascimento, revelou: "Cheguei no sábado (acompanhada de uma amiga de infância) e fiquei bêbada com algumas pessoas ouvindo as músicas dele". Segundo a publicação, a cantora teria cogitado a ideia de ir a apresentação "Tambores de Minas" da lenda brasileira, no Canecão . Ela admitiu que do line-up do festival, só conhecia mesmo as atrações internacionais: "Tenho que dizer que sou ignorante em relação à música brasileira, e isso me envergonha". Também deixou claro que, como de costume, não incluiria nada do Sugarcubes

Björk e Arca trocam cartas em nova edição da i-D Magazine

Para a edição em comemoração ao 40º aniversário da revista  iD , Björk e Arca compartilharam cartas profundamente pessoais, que escreveram uma para a outra. Nos relatos, elas falam sobre a natureza da família, seu relacionamento especial e em constante evolução; e a obra criada a partir disso.  As duas se conheceram em setembro de 2013, logo após o último show da turnê de Biophilia . Arca estava fazendo um DJset na festa nos bastidores. De cara, se deu muito bem com Björk e dançaram a noite toda. Com a amizade já fortalecida, a artista e produtora venezuelana foi convidada para colaborar no próximo álbum da islandesa, Vulnicura (2015). Juntas, elas também embarcaram na turnê do projeto, antes de se unirem novamente para criar o disco Utopia (2017). Em diversas entrevistas ao longo dos últimos 7 anos, Björk descreveu a parceria com Arca como o relacionamento musical mais forte que já teve.  Segundo Arca, Björk é uma pessoa “mergulhada em sua profundidade e multiplicidade. Simples, co