Pular para o conteúdo principal

10 curiosidades sobre Björk


Dez coisas que aprendemos sobre Björk em sua entrevista para Lauren Laverne na Rádio BBC.

1 - Ela já pensou em ser uma apresentadora de um programa de rádio:

Björk está na indústria da música durante a maior parte de sua vida. Seu primeiro lançamento oficial, um álbum auto-intitulado que consiste em uma mistura de covers traduzidos para o islandês e algumas músicas originais, foi lançado em 1977, quando ela tinha apenas 12 anos de idade. Sendo assim, Lauren perguntou se Björk considerou outras carreiras. Aparentemente, ela teria gostado de ser uma apresentadora de rádio, como Lauren.

"Eu queria ter um programa de rádio onde eu diria às pessoas sobre músicas que elas não ouviram", disse ela. Na falta disso, ela comenta que gostaria de ter sido professora de música ou praticamente qualquer coisa, desde que envolvesse música.

2 - Ela pensa bastante sobre os títulos de seus álbuns:

Ela geralmente pensa nos títulos de seus álbuns enquanto os grava e, pouco tempo antes do seu lançamento, passa por um processo de ter "cerca de mil ideias em um momento que seu cérebro parece que vai implodir e fazer fumaça quando o título definitivo está por vir".

Quanto a escolher "Utopia" como o nome de seu novo álbum, ela sente que "foi bom que isso fosse um clichê" porque sua música "é estranha o bastante como isso", e que o álbum permite que as pessoas pensem: "Eu deveria estar ouvindo algo que eu não ouvi antes, então está certo". 

Ela também acredita que o otimismo deste título se reflete na música presente no álbum, mas que ela não é ingênua, pois sabe que se queremos experimentar alegria em nossas vidas, então devemos criá-la nós mesmos. "Temos que trazer a iniciativa. Não podemos esperar que venha de outro lugar".

3 - Ela adora colaborar com outros músicos:

Björk acredita que colaborar com as pessoas certas pode dar uma confiança que não necessariamente existe quando se está trabalhando sozinho. A música de "Utopia" veio de uma "brincadeira musical" que ela compartilhou com Arca e que eles "encorajaram um ao outro para que tomassem as decisões mais valentes".

4 - Ela não é muito sentimental sobre as maneiras de se consumir música:

"Nós temos que lembrar que coisas como pubs onde aconteciam shows, CDs, ou essas maneiras de como se consumia música, não é uma norma. Isso foi apenas uma sugestão". Ela acredita que o mais importante é nos perguntarmos como gostaríamos de ouvir nossos artistas favoritos. "Bom, eu adoraria ficar ao lado deles enquanto cantassem para mim no meu ouvido. Ou nadar e ao sair da água, me deparar com um coral".

5 - Ela gosta que seus colaboradores sejam creditados com os títulos de trabalho adequados:

"Eu e James Merry trabalhamos juntos há oito anos, e ele mora na Islândia, e seu "título de trabalho" continua mudando. Agora nós decidimos que ele será chamado de Co-Diretor Visual Criativo, e somos só nós dois".

6 - Ela é uma grande defensora da ideia de natureza e tecnologia trabalhando em harmonia:

Ela acha que o tipo de utopia em que todos gostaríamos de viver é uma em que estaríamos "na natureza, mas com muitas ferramentas que limpariam os oceanos e a toxicidade do ar". Também lembrou que isso é algo sobre o qual ela vem falando há vinte anos.

7 - Ela ama a Rihanna:

"Eu amo a Rihanna. Ela é a melhor!".

8 - Björk acha que não há tempo suficiente para fazer tudo o que ela quer fazer:

"Eu acho que isso é algo negativo. Queria que tivesse cinco versões minhas para fazer as coisas que eu quero fazer. É que eu acabo ficando sem energia para fazer todas as coisas que desejo. Ela ainda disse que fica impaciente demais para executar uma ideia porque sua cabeça já está de olho na próxima.

9 - Ela tenta não ouvir sua própria música:

Por tocar, na maioria das vezes, com músicos diferentes em suas turnês, Björk acaba verificando seu material antigo com certa frequência para ver quais músicas se encaixam com um novo projeto.

"Eu já as escutei tantas vezes. Tento ouvir o mínimo possível, porque, obviamente, o processo de mixagem quase faz entorpecer".

10 - Ela se mostra otimista sobre o futuro:

Ela observa as coisas acontecendo ao redor dela e isso lhe dá esperança, como uma adolescente que acabou de inventar uma maneira engenhosa de limpar o oceano. "Não será um mundo do século 19 ou do século 20. Será um mundo novo com menos animais, mas definitivamente com um caminho a se seguir".


Comente com outros fãs:

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Museu da Imagem e do Som confirma a exposição "Björk Digital" em São Paulo

Inédita no Brasil, a exposição Björk Digital celebra o trabalho e o universo criativo da artista islandesa. Dividida em sessões compostas por experiências de realidade virtual e elementos audiovisuais imersivos, a mostra chega ao MIS em junho, depois de passar por cidades como Tóquio, Sidney e Londres.
Trazida em parceria com a produtora Dueto, a exposição é apresentada pelo Ministério da Cidadania e Vivara, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MIS é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Detalhes sobre datas e ingressos ainda não foram revelados.

A informação já havia sido adiantada em julho do ano passado na coluna de Lauro Jardim no Globo. A Dueto, produtora de Monique Gardenberg, foi a responsável por dois dos três festivais que trouxeram nossa amada ao Brasil. Aliás, em 2007, quando esteve no país com o show Volta, a cantora também compareceu à pré-estreia do filme O Passado, do diretor Hector Babenco, como convidada de M…

Cineasta argentina Lucrecia Martel, dirigirá novo show de Björk

Cornucopia, o novo show de Björk, estreia em maio no The Shed, em Nova Iorque! Inclusive, esse lugar que receberá a mini residência promete ser um dos espaços culturais mais importantes da cidade, principalmente por ter a capacidade de se transformar fisicamente ao criar ambientes dinâmicos de acordo com as visões dos artistas que ali aparecem nos próximos anos. 
A temporada de oito concertos ganhou novos detalhes muito interessantes. A cineasta argentina Lucrecia Martel se juntou ao time de colaboradores da islandesa e dirigirá o espetáculo. 


Internacionalmente reconhecida como uma das mais importantes peças do cinema latino-americano, Martel obteve sucesso de crítica em seu trabalho, incluindo Zama, seu mais recente filme lançado em 2017. Entre suas obras, destacam-se também: La Ciénaga (2001), A Menina Santa (2004) e A Mulher sem Cabeça (2008). Confira mais detalhes clicando aqui
Lucrecia e a Rei Cine, produtora argentina que a representa, emitiram uma declaração à imprensa desta…

Edital do CCBB indica que a exposição Björk Digital virá ao Brasil

E não é que era verdade mesmo? Em julho, em sua coluna no O Globo, o jornalista Lauro Jardim comentou em primeira mão sobre as grandes chances da Björk Digital passar pelo Brasil. 
Na época, as negociações já estariam bem avançadas e na fase de captação de recursos. Ele citou a produtora Dueto, de Monique Gardenberg, como uma das interessadas em trazer a mostra ao país. Em 2007; a diretora, produtora cultural e cineasta brasileira convidou junto do diretor Hector Babenco a própria Björk para a pré-estreia do filme "O Passado", quando a cantora esteve no Brasil com a turnê do álbum Volta. As duas já se conheciam das outras passagens da artista por aqui, em 1996 e 1998 com os shows de Post e Homogenic. A Dueto Produções foi, inclusive, a responsável por dois dos três festivais que a trouxeram ao Brasil.
No entanto, na tarde de hoje (28/11), fomos surpreendidos com a possível indicação de que tudo realmente vai acontecer, mas com a ajuda também de outras pessoas! O projeto é c…