Pular para o conteúdo principal

Novas entrevistas de Björk para a rádio BBC


Em duas novas conversas direto de sua casa na Islândia, Björk participou de programas da rádio BBC.

"Late Junction" de Nick Luscombe:

"Penso que simplesmente precisamos estar abertos e nos adaptar às mudanças, e permitir coisas novas, objetos estranhos, em nossas vidas. E digo isso em todos os níveis, incluindo, obviamente, sexo, acima de tudo".

Sem revelar nenhuma novidade, a cantora falou sobre seu novo álbum "Utopia", a colaboração com Arca e o lado "dark" presente entre o otimismo das canções do disco, e aproveitou a oportunidade para que tocassem as músicas que ela tem ouvido ultimamente, e que serviram de influência para o seu trabalho. Uma lista bem interessante, incluindo serpentwithfeet, que ela disse estar muito ansiosa para o lançamento do próximo trabalho.

Quando questionada se ainda escuta canções de seus conterrâneos, respondeu que, recentemente, havia assistido a um novo programa de TV local, onde artistas se apresentavam basicamente com música pop com alguns elementos envolvendo um coral, como se isso, de alguma forma, estivesse no DNA das pessoas de lá, já que a Islândia foi uma colônia por longos anos e não tinham dinheiro para comprar instrumentos musicais.

A artista ainda relatou suas perspectivas sobre a atual situação do mundo.

Já para o programa de Mary Anne Hobbs, Björk falou sobre sua infância, amor, criatividade, a luta pelo meio ambiente e sobre querer ser uma baterista na adolescência: 

"Eu sou obcecada por ritmos (...) mas ao começar o tipo de trabalho que eu faço, foi necessário incluir vozes".

A paixão pelo trabalho de produtores como Arca e Rabbit, além da admiração pelo naturalista David Attenborough foram outros assuntos abordados. Nossa amada também comentou sobre o famoso vídeo em que aparece aos 8 anos de idade em um Programa de TV islandês:

"Eu acho que uma coisa interessante sobre a Islândia, é que lá todos são estrelas. Basicamente, só existe uma escola para crianças, e acho que foi meio que por isso que acabei aparecendo naquela ocasião na TV. E ainda é assim até hoje. As pessoas acabam em bandas punks ou algo assim".

Outro trecho interessante foi o que falou sobre o processo de composição dos seus discos: Enquanto está divulgando um projeto novo, já está pensando no próximo e que isso a confunde ao ponto de ter que parar por um momento para tentar entender a situação. Björk disse que só se deu conta da "ilha do coração partido" (como ela mesma definiu) de "Vulnicura" em Outubro de 2013, quando várias das músicas já haviam sido escritas da forma como viemos a conhecer na ordem do álbum.

Comente com outros fãs em
nosso Twitter, Facebook e no Grupo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Museu da Imagem e do Som confirma a exposição "Björk Digital" em São Paulo

Inédita no Brasil, a exposição Björk Digital celebra o trabalho e o universo criativo da artista islandesa. Dividida em sessões compostas por experiências de realidade virtual e elementos audiovisuais imersivos, a mostra chega ao MIS em junho, depois de passar por cidades como Tóquio, Sidney e Londres.
Trazida em parceria com a produtora Dueto, a exposição é apresentada pelo Ministério da Cidadania e Vivara, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MIS é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Detalhes sobre datas e ingressos ainda não foram revelados.

A informação já havia sido adiantada em julho do ano passado na coluna de Lauro Jardim no Globo. A Dueto, produtora de Monique Gardenberg, foi a responsável por dois dos três festivais que trouxeram nossa amada ao Brasil. Aliás, em 2007, quando esteve no país com o show Volta, a cantora também compareceu à pré-estreia do filme O Passado, do diretor Hector Babenco, como convidada de M…

Cineasta argentina Lucrecia Martel, dirigirá novo show de Björk

Cornucopia, o novo show de Björk, estreia em maio no The Shed, em Nova Iorque! Inclusive, esse lugar que receberá a mini residência promete ser um dos espaços culturais mais importantes da cidade, principalmente por ter a capacidade de se transformar fisicamente ao criar ambientes dinâmicos de acordo com as visões dos artistas que ali aparecem nos próximos anos. 
A temporada de oito concertos ganhou novos detalhes muito interessantes. A cineasta argentina Lucrecia Martel se juntou ao time de colaboradores da islandesa e dirigirá o espetáculo. 


Internacionalmente reconhecida como uma das mais importantes peças do cinema latino-americano, Martel obteve sucesso de crítica em seu trabalho, incluindo Zama, seu mais recente filme lançado em 2017. Entre suas obras, destacam-se também: La Ciénaga (2001), A Menina Santa (2004) e A Mulher sem Cabeça (2008). Confira mais detalhes clicando aqui
Lucrecia e a Rei Cine, produtora argentina que a representa, emitiram uma declaração à imprensa desta…

Edital do CCBB indica que a exposição Björk Digital virá ao Brasil

E não é que era verdade mesmo? Em julho, em sua coluna no O Globo, o jornalista Lauro Jardim comentou em primeira mão sobre as grandes chances da Björk Digital passar pelo Brasil. 
Na época, as negociações já estariam bem avançadas e na fase de captação de recursos. Ele citou a produtora Dueto, de Monique Gardenberg, como uma das interessadas em trazer a mostra ao país. Em 2007; a diretora, produtora cultural e cineasta brasileira convidou junto do diretor Hector Babenco a própria Björk para a pré-estreia do filme "O Passado", quando a cantora esteve no Brasil com a turnê do álbum Volta. As duas já se conheciam das outras passagens da artista por aqui, em 1996 e 1998 com os shows de Post e Homogenic. A Dueto Produções foi, inclusive, a responsável por dois dos três festivais que a trouxeram ao Brasil.
No entanto, na tarde de hoje (28/11), fomos surpreendidos com a possível indicação de que tudo realmente vai acontecer, mas com a ajuda também de outras pessoas! O projeto é c…