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Viajando pela Islândia com as dicas de Björk


A curadora e diretora de criação Ximena Caminos cresceu em Buenos Aires, onde trabalhou no Museu de Arte Latino-Americana antes de montar uma parceria com Alan Faena, com quem fundou uma rede de hotéis famosos na Argentina e nos Estados Unidos. Viajando bastante pelo mundo, a empresária acumulou muitas histórias, e em nova entrevista compartilhou uma em específico envolvendo Björk:
Björk é uma das pessoas mais extraordinárias que já encontrei em minhas viagens. Nós nos conhecemos quando eu estava em uma viagem com o pessoal do Tate Modern, museu de arte moderna de Londres, para a Bienal de Veneza. Ela me contou sobre Akureyri, uma cidade no norte da Islândia. Eu amei! Ela realmente me emprestou sua casa perto do lago para a minha primeira viagem por lá, e ainda me disse: "Este é o número da minha mãe, ligue para ela, ela vai te dar a chave. Eu só te peço uma coisa. Ao amanhecer, quando você acordar, ouça os pássaros". Björk também me recomendou outros lugares para visitar. Fomos a um baile de máscaras em Iðnó, a um bar chamado Gaukurinn, para assistir ao show de drag queens chamado Dragsugur; a um restaurante chamado Snaps on Odinsgata, que tinha bons coquetéis; e Hurra, um local para música e bandas.

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BJÖRK: Querida Rei, estou muito honrada por termos essa conversa! Você é uma das pessoas que eu mais admiro, estou emocionada que isso esteja acontecendo. Estava pensando onde os interesses de nós duas se sobrepõem e, por algum motivo, comecei a pensar nas raízes, no folclore, ou na falta dele. Você mencionou em uma entrevista de 1982, que queria se afastar das influências folclóricas da moda japonesa. Acho isso muito interessante. Sempre achei que as culturas japonesa e islandesa têm  coisas em comum que, quando o budismo e o cristianismo chegaram, foram feitas com menos violência do que em outros países, o que serviu de pont…

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