Pular para o conteúdo principal

Edital do CCBB indica que a exposição Björk Digital virá ao Brasil


E não é que era verdade mesmo? Em julho, em sua coluna no O Globo, o jornalista Lauro Jardim comentou em primeira mão sobre as grandes chances da Björk Digital passar pelo Brasil. 

Na época, as negociações já estariam bem avançadas e na fase de captação de recursos. Ele citou a produtora Dueto, de Monique Gardenberg, como uma das interessadas em trazer a mostra ao país. Em 2007; a diretora, produtora cultural e cineasta brasileira convidou junto do diretor Hector Babenco a própria Björk para a pré-estreia do filme "O Passado", quando a cantora esteve no Brasil com a turnê do álbum Volta. As duas já se conheciam das outras passagens da artista por aqui, em 1996 e 1998 com os shows de Post e Homogenic. A Dueto Produções foi, inclusive, a responsável por dois dos três festivais que a trouxeram ao Brasil.

No entanto, na tarde de hoje (28/11), fomos surpreendidos com a possível indicação de que tudo realmente vai acontecer, mas com a ajuda também de outras pessoas! O projeto é citado na lista presente no edital dos agraciados com o patrocínio do Centro Cultural Banco do Brasil

Música, arte e tecnologia:

A exposição da islandesa estreou há mais de 2 anos e nas outras edições pelo mundo, celebrou o trabalho da artista com diversas atividades, incluindo uma sessão de videoclipes remasterizados, vídeos imersivos em realidade virtual, interações com o universo criativo dos aplicativos e instrumentos de Biophilia, e até shows e DJsets da cantora em alguns dos países que receberam a grande produção, que tem sido muito elogiada pelo público. 

No Brasil, a responsável pela vinda da exposição é também a Cinnamon Comunicação, que em 2015 trouxe o VR de Stonemilker para o evento Music Video Festival! A empresa surgiu em 2002 prestando serviços de relações públicas para clientes nacionais e internacionais, com foco na indústria audiovisual, mas a partir de 2007 abriu espaço para mais projetos culturais, e desde então se especializou em uso de leis de incentivo, atuando no desenvolvimento de conteúdo, formatação, aprovação, produção e divulgação de seus projetos e de terceiros, nas mais diversas linguagens.

Björk estreia no ano que vem Cornucopia, a próxima fase de apresentações da turnê do disco Utopia, um show que ela classifica como sendo o mais elaborado de sua carreira. Vamos torcer para que ela não esqueça dos fãs brasileiros!

Fundado em 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é uma rede de espaços culturais geridas e mantidas pelo Banco do Brasil, com o objetivo de disseminar a cultura pela população. Atualmente, encontra-se instalado em quatro capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

Ainda não houve um anúncio oficial por parte de nenhuma das instituições, portanto não sabemos uma data específica, mas o edital explicita que a exposição deve ocorrer entre 2019 e 2020.

Outras possibilidades: Segundo coluna de Mônica Bergamo para a Folha, a exposição será aberta em junho, no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.


Postagens mais visitadas deste blog

Sindri Eldon explica antigo comentário sobre a mãe Björk

Foto: Divulgação/Reprodução.  O músico Sindri Eldon , que é filho de Björk , respondeu as críticas de uma antiga entrevista na qual afirmou ser um compositor melhor do que sua mãe.  Na ocasião, ele disse ao Reykjavík Grapevine : "Minha principal declaração será provar a todos o que secretamente sei há muito tempo: que sou melhor compositor e letrista do que 90% dos músicos islandeses, inclusive minha mãe".  A declaração ressurgiu no Twitter na última semana, e foi questionada por parte do público que considerou o comentário uma falta de respeito com a artista. Na mesma rede social, Sindri explicou:  "Ok. Primeiramente, acho que deve ser dito que isso é de cerca de 15 anos atrás. Eu era um idiota naquela época, bebia muito e estava em um relacionamento tóxico. Tinha um problema enorme e realmente não sabia como lidar com isso. Essa entrevista foi feita por e-mail por um cara chamado Bob Cluness que era meu amigo, então as respostas deveriam ser irônicas e engraçadas...

Saiba tudo sobre as visitas de Björk ao Brasil

Relembre todas as passagens de Björk por terras brasileiras! Preparamos uma matéria detalhada e cheia de curiosidades: Foto: Reprodução (1987) Antes de vir nos visitar em turnê, a cantora foi capa de algumas revistas brasileiras sobre música, incluindo a extinta  Bizz,  edição de Dezembro de 1989 . A divulgação do trabalho dela por aqui, começou antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo, ainda com o  Sugarcubes . 1996 - Post Tour: Arquivo: João Paulo Corrêa SETLIST:  Army of Me One Day The Modern Things Venus as a Boy You've Been Flirting Again Isobel Possibly Maybe I Go Humble Big Time Sensuality Hyperballad Human Behaviour The Anchor Song I Miss You Crying Violently Happy It's Oh So Quiet.  Em outubro de 1996, Björk finalmente desembarcou no Brasil , com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no Rio de Janeiro (13/10/96) , como parte do Free Jazz Festival . Fotos: ...

Nos 20 anos de Vespertine, conheça as histórias de todas as canções do álbum lendário de Björk

Vespertine está completando 20 anos ! Para celebrar essa ocasião tão especial, preparamos uma super matéria . Confira detalhes de todas as canções e vídeos de um dos álbuns mais impressionantes da carreira de Björk ! Coloque o disco para tocar em sua plataforma digital favorita, e embarque conosco nessa viagem.  Foto: Inez & Vinoodh.  Premissa:  "Muitas pessoas têm medo de serem abandonadas, têm medo da solidão, entram em depressão, parecem se sentir fortes apenas quando estão inseridas em grupos, mas comigo não funciona assim. A felicidade pode estar em todas as situações, a solidão pode me fazer feliz. Esse álbum é uma maneira de mostrar isso. "Hibernação" foi uma palavra que me ajudou muito durante a criação. Relacionei isso com aquela sensação de algo interno e o som dos cristais no inverno. Eu queria que o álbum soasse dessa maneira. Depois de ficar obcecada com a realidade e a escuridão da vida, de repente parei para pensar que inventar uma espécie de p...

A paixão de Björk por Kate Bush

Foto: Divulgação "Eu gostaria de ouvi-la sem parar. Era muito divertido acompanhar sua música na Islândia. Eu acabei adquirindo os álbuns muitos anos depois que saíram, então eu não tinha qualquer contexto, eu estava simplesmente ouvindo-os no meu próprio contexto. E todas as minhas canções favoritas eram as “lado-B” do terceiro single , por exemplo. E então eu vi alguns documentários sobre ela, era a primeira vez que eu via as coisas de um ponto de vista britânico e eles estavam falando: "Ela esteve no Top 3 das paradas musicais, e foi no Top of The Pops , e fez muito melhor do que o fracasso do álbum anterior”. E foi o oposto total para mim! É tão ridículo, esta narrativa de sucesso e fracasso. Como, se você faz algo surpreendente, a próxima coisa tem que ser horrível. É como o tempo ou algo assim. Dez anos mais tarde, alguém assiste na Islândia ou na China e é totalmente irrelevante. Para mim, ela sempre representará a época de exploração da ...

Hildur Rúna Hauksdóttir, a mãe de Björk

"Como eu estava sempre atrasada para a escola, comecei a enganar a minha família. Minha mãe e meu padrasto tinham o cabelo comprido e eles eram um pouco hippies. Aos dez anos de idade, eu acordava primeiro do que eles, antes do despertador tocar. Eu gostava de ir na cozinha e colocar o relógio 15 minutos mais cedo, e então eu iria acordá-los... E depois acordá-los novamente cinco minutos depois... E de novo. Demorava, algo como, quatro “rodadas”. E então eu acordava meu irmãozinho, todo mundo ia escovar os dentes, e eu gostava de ter certeza de que eu era a última a sair e, em seguida, corrigir o relógio. Fiz isso durante anos. Por muito tempo, eu era a única criança da minha casa, e havia mais sete pessoas vivendo comigo lá. Todos tinham cabelos longos e ouviam constantemente Jimi Hendrix . O ambiente era pintado de roxo com desenhos de borboletas nas paredes, então eu tenho uma certa alergia a essa cor agora (risos). Vivíamos sonhando, e to...