Pular para o conteúdo principal

"The Juniper Tree", filme estrelado por Björk, será relançado


The Juniper Tree é um filme islandês com um pequeno elenco de cinco atores, incluindo Björk quando ela ainda fazia parte do Sugarcubes. Foi escrito, produzido e dirigido por Nietzchka Keene baseado no conto de mesmo nome dos Irmãos Grimm. Rodado no verão de 1986 com um orçamento extraordinariamente baixo, o filme só foi lançado em 1990 dentro do Sundance Film Festival. Filmado em preto e branco na paisagem de cinzas vulcânicas da Islândia para destacar seu conteúdo dramático, além de um recurso para ambientar a história como parte da Idade Média, este filme se tornou popular entre os admiradores de Björk depois que ela ganhou fama internacional. 

A boa notícia é que a obra foi restaurada em 4K por órgãos especializados no arquivamento e preservação de materiais do cinema, televisão, rádio e teatro; Wisconsin Center for Film & Theatre Research, com financiamento fornecido pela The Film Foundation e pela George Lucas Family Foundation

Os direitos do longa foram adquiridos pela distribuidora Arbelos, que exibirá o filme em cinemas norte-americanos, começando no Metrograph New York de 15 a 21 de março de 2019, antes de um eventual lançamento digital, VOD (Video on Demand), em DVD e em Blu-Ray em setembro.


A edição totalmente restaurada já havia estreado no renomado festival cinematográfico AFI Fest em 10 de novembro de 2018. O longa também será apresentado em maio na França. Ainda não foi divulgado se será distribuído para mais países. Em julho do ano passado, o Björk BR publicou uma versão legendada em Widescreen de The Juniper Tree como um episódio de 23 minutos da Websérie Björk. Assista AQUI.


A cada ano, o AFI Fest dedica uma parte de sua programação à uma retrospectiva de filmes antigos que merecem ser redescobertos. Em 2018, esta seção foi dedicada inteiramente a obras dirigidas por mulheres, incluindo cineastas menos conhecidas como Nietzchka Keene, cuja carreira foi interrompida quando morreu vítima de um câncer de pâncreas em 2004. Subestimada, Keene fez filmes com orçamentos extremamente baixos, mas com composições de imagem impressionantes.

Sinopse:
The Juniper Tree retrata a história de duas mulheres, Margit (Björk Guðmundsdóttir) e sua irmã mais velha Katla, que escapam de casa depois que a mãe delas é apedrejada e queimada acusada de bruxaria. As duas acabam em um lugar no qual ninguém as conhece, e encontram Jóhann, um jovem viúvo que tem um filho chamado Jónas. Katla usa seus poderes mágicos para seduzir Jóhann e eles começam a viver juntos. Margit e Jónas se tornam amigos. No entanto, Jónas não aceita Katla como sua madrasta e tenta convencer seu pai a deixá-la. O poder de Katla é muito forte e mesmo Jóhann sabendo que deveria deixá-la, ele não consegue. Enquanto isso, a mãe das duas aparece para Margi em visões, e a mãe de Jónas surge como um corvo que entrega a ele uma espécie de amuleto de proteção.


Assista ao trailer da edição remasterizada de The Juniper Tree:




Comente com outros fãs:

Postagens mais visitadas deste blog

Björk dá conselho para fãs em bate-papo no Instagram

Em turnê pela Europa, Björk respondeu perguntas dos fãs através dos Stories do Instagram. Ela também deu alguns conselhos para seus admiradores através do perfil da revista Dazed. O bate-papo aconteceu nesta terça-feira, 19 de novembro, dia da apresentação de Cornucopia na O2 Arena. Confira a tradução completa da conversa: 
- Estou em uma banda, mas às vezes sinto que estou arrastando os outros comigo. O que devo fazer?
Talvez isso seja justo o suficiente se não forem as músicas deles, sabe? Quando eu estava em bandas, sempre co-escrevíamos, e quando eu estava com vontade de compartilhar minhas próprias músicas, me afastava para criar. Trazê-la (pronta) para os ensaios não pareceria o certo a se fazer. Mas, novamente, a sinergia em um grupo de pessoas trabalhando juntas é um dos momentos mais nutritivos que existem, mas é um ato delicado de equilíbrio.
- Você acha que a indústria da música tem um futuro agora que ninguém mais compra música?
Sim, seria incrível se os sites de streaming f…

Exposição Björk Digital chega a Brasília em Dezembro

Depois de uma temporada de sucesso em São Paulo, a exposição Björk Digital passará por Brasília. A informação foi confirmada pela própria Björk, que contou a novidade empostnas redes sociais em agosto. A mostra fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de 3 de Dezembro de 2019 a 9 de fevereiro de 2020. Os ingressos são gratuitos.
Na programação estão inclusos: 6 vídeos de Vulnicura, sendo 5 em realidade virtual (Stonemilker, Mouth Mantra, Quicksand, Family e Notget), e uma instalação especial (Black Lake), além da sessão de videoclipes de Björk, incluindo os do álbum Utopia, remasterizados em alta definição (exibidos em sala de cinema) e uma área dedicada ao projeto educativo de Biophilia. Confira mais detalhes AQUI.
A exposição é apresentada pelo Ministério da Cidadania e Secretaria Especial da Cultura, patrocinada pelo Banco do Brasil, realizada no CCBB Brasília pela Cinnamon Comunicação.
No ano que vem, chega ao CCBB do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, em março e junho d…

Com Cornucopia, Björk inicia apresentações em arenas na Europa

Björk tocando na O2 Arena é algo que poderia ter feito mais sentido nos anos 90, se o local já existisse. Foi naquela época que a artista islandesa fez álbuns que venderam milhões, e que sua voz surpreendente esteve em maior evidência na mídia. Hoje, isso é uma lembrança distante para ela, que optou por um trabalho ainda mais experimental, como em Utopia (2017).
No entanto, uma apresentação está marcada na O2 para o dia 19 de novembro. Será o maior show dela em Londres nesses 42 anos de carreira. "Obviamente, jurei na adolescência que nunca tocaria em uma arena na minha vida", ela contou ao jornal britânico Evening Standart UK. “Mas as dos Anos 80 são diferentes das arenas recém-construídas e, de certa forma, os teatros do Século XVIII tem tanta bagagem. Mas é claro que isso é um experimento, assim como tudo o que faço. Acho que não vale a pena fazer, a menos que seja algo que nunca fiz antes, né? Inicialmente, eu esperava que teatros tradicionais pudessem nos receber, mas …