Pular para o conteúdo principal

Conheça o Björk Ballet, inspirado na obra da artista islandesa

Foto: Divulgação

Björk Ballet, é um trabalho inspirado na obra de Björk, que foi criado pelo coreógrafo português Arthur Pita

O diretor artístico islandês Helgi Tómasson e principal coreógrafo do San Francisco Ballet, também integrante do projeto, contou em entrevista para o site The Arts Desk como conseguiu a autorização para usar as músicas da cantora no espetáculo, que estreou na Califórnia no ano passado:

"O Arthur realmente queria usar algumas canções da Björk, mas ainda não tinha tido uma resposta dela quanto a seus pedidos. Então, eu entrei em contato com um membro da minha família na Islândia e pedi a ele que me conseguisse o número do pai dela. Pensei que ele pudesse me dizer como alcançar a equipe dela mais diretamente. Mas acabei escrevendo uma carta pessoal para Björk, em islandês. E isso deu resultado, porque ela me deu sua permissão imediatamente".

Dentre as faixas escolhidas para a narrativa estão: Overture, All Is Full of Love, Bachelorette, Vökuró, Frosti, The Gate, Hyperballad e The Anchor Song.

Sinopse: "Björk Ballet" é sobre nascimento, vida, sexo e morte. As canções de Björk aqui fornecem uma estrutura para contar histórias fragmentadas, com um tipo de dança que é mais temática do que descritiva. Um dos personagens usa dois tipos de máscara, uma com um semblante feliz e outro triste. Para Pita, essa dualidade está presente no trabalho da cantora: “Ela é brincalhona, uma criatura sobrenatural, cheia de luz e de amor, mas ao mesmo tempo sua música traz um ar muito profundo, pesaroso, quase uma tragédia. É como as facetas do próprio teatro". 
 

Postagens mais visitadas deste blog

Björk e Milton Nascimento - A Travessia para um grande encontro

Poucas horas antes do show no Metropolitan, no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1998 (saiba mais AQUI), Björk conversou com a imprensa brasileira, e esteve junto de Milton Nascimento. Ela foi uma das atrações principais do festival Close-Up Planet:


Ao jornal Extra, ela contou que é fã não só de Elis, mas também do Sepultura. Falando de Milton Nascimento, revelou: "Cheguei no sábado (acompanhada de uma amiga de infância) e fiquei bêbada com algumas pessoas ouvindo as músicas dele". Segundo a publicação, a cantora teria cogitado a ideia de ir a apresentação "Tambores de Minas" da lenda brasileira, no Canecão. Ela admitiu que do line-up do festival, só conhecia mesmo as atrações internacionais: "Tenho que dizer que sou ignorante em relação à música brasileira, e isso me envergonha". Também deixou claro que, como de costume, não incluiria nada do Sugarcubes no setlist: "São meus amigos, crescemos juntos. Não posso tocar uma música da banda sem eles&qu…

Björk e Arca trocam cartas em nova edição da i-D Magazine

Para a edição em comemoração ao 40º aniversário da revista iD, Björk e Arca compartilharam cartas profundamente pessoais, que escreveram uma para a outra. Nos relatos, elas falam sobre a natureza da família, seu relacionamento especial e em constante evolução; e a obra criada a partir disso. 
As duas se conheceram em setembro de 2013, logo após o último show da turnê de Biophilia. Arca estava fazendo um DJset na festa nos bastidores. De cara, se deu muito bem com Björk e dançaram a noite toda. Com a amizade já fortalecida, a artista e produtora venezuelana foi convidada para colaborar no próximo álbum da islandesa, Vulnicura (2015). Juntas, elas também embarcaram na turnê do projeto, antes de se unirem novamente para criar o disco Utopia (2017). Em diversas entrevistas ao longo dos últimos 7 anos, Björk descreveu a parceria com Arca como o relacionamento musical mais forte que já teve. 
Segundo Arca, Björk é uma pessoa “mergulhada em sua profundidade e multiplicidade. Simples, confusa, …

Relembre as vindas de Björk ao Brasil

As apresentações mais recentes de Björk no Brasil, aconteceram em 2007. Relembre todas as passagens da islandesa por nosso país, nesta matéria detalhada e cheia de curiosidades!

Antes de vir nos visitar em turnê, a cantora foi capa de algumas revistas brasileiras sobre música, incluindo a extinta Bizz, edição de Dezembro de 1989. A divulgação do trabalho dela por aqui, começou antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo, ainda com o Sugarcubes.
1996 - Post Tour:
SETLIST:  Army of Me One Day The Modern Things Venus as a Boy You've Been Flirting Again Isobel Possibly Maybe I Go Humble Big Time Sensuality Hyperballad Human Behaviour The Anchor Song I Miss You Crying Violently Happy It's Oh So Quiet.
Em outubro de 1996, Björk finalmente desembarcou no Brasil, com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no Rio de Janeiro (13/10/96), como parte do Free Jazz Festival.





Em entrevista à Folha de São Paulo, Björk se disse ansiosa pelas apresentações:
"Vai ser mui…

Já pensou ter a oportunidade de trabalhar com Björk? Saiba como James Merry começou a colaborar com a artista

"A primeira vez que a vi foi em Nova Iorque, nós tínhamos um amigo em comum. Ela estava começando a pensar no Biophilia, isso foi em 2009. Esse meu colega me disse que ela estava procurando alguém para sua equipe, uma espécie de assistente de pesquisa. Naquela época, eu trabalhava em Londres, com um artista chamado Damien Hirst. Estava desesperado para sair da cidade, então eu e Björk começamos a trocar alguns emails… 
Certa vez, economizei por muito tempo e consegui viajar com alguns amigos para a Califórnia, durante um feriado. Enquanto eu estava lá, falei com a Björk e ela me disse: "Por que você não vem para Nova York me ver?". Então, quando eu estava voltando da Califórnia, peguei um voo para NY. Até então, não tinha feito muitas viagens, não estava acostumado a estar em aviões, tampouco ir até essa cidade. Eu estava muito ansioso, foi surreal! 



Fui para a casa dela, tomamos café da manhã juntos. Passamos a tarde conversando sobre o projeto Biophilia e assistindo a v…

A paixão de Björk por Kate Bush

"Eu gostaria de ouvi-la sem parar. Era muito divertido acompanhar sua música na Islândia. Eu acabei adquirindo os álbuns muitos anos depois que saíram, então eu não tinha qualquer contexto, eu estava simplesmente ouvindo-os no meu próprio contexto. E todas as minhas canções favoritas eram as “lado-B” do terceiro single, por exemplo.
E então eu vi alguns documentários sobre ela, era a primeira vez que eu via as coisas de um ponto de vista britânico e eles estavam falando: "Ela esteve no Top 3 das paradas musicais, e foi no Top of The Pops, e fez muito melhor do que o fracasso do álbum anterior”. E foi o oposto total para mim! É tão ridículo, esta narrativa de sucesso e fracasso. Como, se você faz algo surpreendente, a próxima coisa tem que ser horrível. É como o tempo ou algo assim. Dez anos mais tarde, alguém assiste na Islândia ou na China e é totalmente irrelevante.

Para mim, ela sempre representará a época de exploração da própria sexualidade,…