Pular para o conteúdo principal

Conheça o Björk Ballet, inspirado na obra da artista islandesa

Foto: Divulgação

Björk Ballet, é um trabalho inspirado na obra de Björk, que foi criado pelo coreógrafo português Arthur Pita

O diretor artístico islandês Helgi Tómasson e principal coreógrafo do San Francisco Ballet, também integrante do projeto, contou em entrevista para o site The Arts Desk como conseguiu a autorização para usar as músicas da cantora no espetáculo, que estreou na Califórnia no ano passado:

"O Arthur realmente queria usar algumas canções da Björk, mas ainda não tinha tido uma resposta dela quanto a seus pedidos. Então, eu entrei em contato com um membro da minha família na Islândia e pedi a ele que me conseguisse o número do pai dela. Pensei que ele pudesse me dizer como alcançar a equipe dela mais diretamente. Mas acabei escrevendo uma carta pessoal para Björk, em islandês. E isso deu resultado, porque ela me deu sua permissão imediatamente".

Dentre as faixas escolhidas para a narrativa estão: Overture, All Is Full of Love, Bachelorette, Vökuró, Frosti, The Gate, Hyperballad e The Anchor Song.

Sinopse: "Björk Ballet" é sobre nascimento, vida, sexo e morte. As canções de Björk aqui fornecem uma estrutura para contar histórias fragmentadas, com um tipo de dança que é mais temática do que descritiva. Um dos personagens usa dois tipos de máscara, uma com um semblante feliz e outro triste. Para Pita, essa dualidade está presente no trabalho da cantora: “Ela é brincalhona, uma criatura sobrenatural, cheia de luz e de amor, mas ao mesmo tempo sua música traz um ar muito profundo, pesaroso, quase uma tragédia. É como as facetas do próprio teatro". 
 

Postagens mais visitadas deste blog

Björk não está interessada em lançar um documentário

A série de podcasts "Sonic Symbolism" foi editada a partir de 20 horas de conversas de Björk com a escritora Oddný Eir e o musicólogo Ásmundur Jónsson. O projeto traz a própria islandesa narrando a história por trás de sua música. "Não fiz isso para obter algum encerramento terapêutico. A razão pela qual decidi fazer foi que eu estava recebendo muitos pedidos para autobiografias e documentários. Recusei todos! Não quero me gabar, mas estou em uma posição em que, se eu não fizer isso, outra pessoa fará!". A cantora explicou que os documentários feitos sobre artistas mulheres são "realmente injustos, às vezes", que muitas vezes são "apenas uma lista de seus namorados e ficam dizendo: "Ah, eles tiveram uma vida feliz" se tiverem tido um casamento. Mas se não tiver sido o caso, então a vida delas foi um fracasso. Com os homens, eles não fazem nada disso". A intenção de Björk com os episódios é "dar importância ao meu trabalho" e ...

Saiba tudo sobre as visitas de Björk ao Brasil

Relembre todas as passagens de Björk por terras brasileiras! Preparamos uma matéria detalhada e cheia de curiosidades: Foto: Reprodução (1987) Antes de vir nos visitar em turnê, a cantora foi capa de algumas revistas brasileiras sobre música, incluindo a extinta  Bizz,  edição de Dezembro de 1989 . A divulgação do trabalho dela por aqui, começou antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo, ainda com o  Sugarcubes . 1996 - Post Tour: Arquivo: João Paulo Corrêa SETLIST:  Army of Me One Day The Modern Things Venus as a Boy You've Been Flirting Again Isobel Possibly Maybe I Go Humble Big Time Sensuality Hyperballad Human Behaviour The Anchor Song I Miss You Crying Violently Happy It's Oh So Quiet.  Em outubro de 1996, Björk finalmente desembarcou no Brasil , com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no Rio de Janeiro (13/10/96) , como parte do Free Jazz Festival . Fotos: ...

Björk responde pergunta enviada por Mitski

Em 2017, Björk respondeu perguntas de alguns artistas para DAZED , incluindo uma enviada por Mitski : M: Quanta confiança você deposita no seu público e o quanto eles importam para você quando está se apresentando ao vivo? Às vezes, quando performo e é óbvio que a plateia está lá apenas para festejar, sinto que existe um muro entre mim e eles, e acabo tendo crises existenciais sobre isso. Eu sei que muito disso tem a ver com o ego, mas quando você pegou um avião para ir até lá e não tem dormido bem há dias, e então faz um show onde nada parece se conectar, é fácil imaginar o que e para quem exatamente você está se apresentando. B: Hmm... Eu acho que é por isso que sempre pedi para tocar cedo! Muitas das minhas músicas são lentas, então mesmo quando estou sendo a headliner de um festival, pergunto se posso me apresentar ao anoitecer. Eu verifico com antecedência a que horas o sol vai se pôr e tento começar meu set ao anoitecer, daí começa a ficar escuro no meio do caminho, então peg...

Björk: mãe, filha, força da natureza

Na Islândia com Björk , a nova matéria da Pitchfork mergulhou fundo nos triunfos e tragédias que deram origem a "Fossora", novo álbum do ícone do pop experimental. Confira a tradução completa do bate-papo: Descendo por uma estrada de duas pistas em seu robusto Land Rover branco, Björk conversa em um tributo sinuoso à paisagem vulcânica da Islândia quando um caminhão escavadeira aparece. O obstáculo inesperado apresenta uma chance para um ponto de travessura. Enrugando o nariz, Björk olha para uma abertura apertada no caminho à frente e pisa no acelerador para realizar uma perigosa manobra de ultrapassagem. “Atrevida, atrevida!”, ela vibra, quase demolindo um poste na estrada. De volta à pista, ela tira o casaco e casualmente retoma a ode à ilha da sua nação. "Aquele vulcão ali", diz ela, apontando para uma passagem na montanha, “uma de suas erupções mais famosas causou a destruição das plantações na França, e as pessoas dizem que foi por isso que a Revolução France...

Sindri Eldon explica antigo comentário sobre a mãe Björk

Foto: Divulgação/Reprodução.  O músico Sindri Eldon , que é filho de Björk , respondeu as críticas de uma antiga entrevista na qual afirmou ser um compositor melhor do que sua mãe.  Na ocasião, ele disse ao Reykjavík Grapevine : "Minha principal declaração será provar a todos o que secretamente sei há muito tempo: que sou melhor compositor e letrista do que 90% dos músicos islandeses, inclusive minha mãe".  A declaração ressurgiu no Twitter na última semana, e foi questionada por parte do público que considerou o comentário uma falta de respeito com a artista. Na mesma rede social, Sindri explicou:  "Ok. Primeiramente, acho que deve ser dito que isso é de cerca de 15 anos atrás. Eu era um idiota naquela época, bebia muito e estava em um relacionamento tóxico. Tinha um problema enorme e realmente não sabia como lidar com isso. Essa entrevista foi feita por e-mail por um cara chamado Bob Cluness que era meu amigo, então as respostas deveriam ser irônicas e engraçadas...