Pular para o conteúdo principal

Relembre entrevista de 2007 na qual Björk falou sobre Britney Spears





 

"Tenho muita simpatia pela Britney Spears, definitivamente. Não me identifico com a situação dela, porque eu tive uma escolha. Pude ir para bem longe, mas ela não. Embora ela se mudasse para Hong Kong, África ou qualquer outro lugar, não conseguiria escapar, e isso é bastante assustador!

Foi assustador olhar as manchetes dela fotografada sem calcinha. Obviamente, haviam centenas de paparazzi em cima dela, mas o título das matérias sempre era: "Britney em busca de atenção". Me sinto envergonhada em falar, pois mostra o quanto estou seguindo isso tudo". 

- Björk em entrevista para a revista Spin, junho de 2007. 

No mesmo ano, o DigitalSpy publicou uma matéria dizendo que Björk enviou uma carta aconselhando a Princesa do Pop. Essa informação não foi confirmada, mas vale a pena relembrar. A islandesa teria dito a um jornalista responsável pelo site de notícias: "Eu sinto muito por ela. Lhe escrevi alguns dos meus pensamentos, que anotei quando estava passando por algo semelhante (com paparazzis). Ela pode ficar na minha casa na Islândia sempre que quiser". 

Gimme More, clássico de Britney, já apareceu em DJsets de Björk, como um realizado no Saint Vitus Bar, de Nova York, em 2014. 

Fotos: David Roemer (2016); Mert Alas e Marcus Piggott (2020)

Assista aos documentários Framing Britney Spears e Controlling Britney Spears no GloboPlay

#FreeBritney 

Postagens mais visitadas deste blog

Björk não está interessada em lançar um documentário

A série de podcasts "Sonic Symbolism" foi editada a partir de 20 horas de conversas de Björk com a escritora Oddný Eir e o musicólogo Ásmundur Jónsson. O projeto traz a própria islandesa narrando a história por trás de sua música. "Não fiz isso para obter algum encerramento terapêutico. A razão pela qual decidi fazer foi que eu estava recebendo muitos pedidos para autobiografias e documentários. Recusei todos! Não quero me gabar, mas estou em uma posição em que, se eu não fizer isso, outra pessoa fará!". A cantora explicou que os documentários feitos sobre artistas mulheres são "realmente injustos, às vezes", que muitas vezes são "apenas uma lista de seus namorados e ficam dizendo: "Ah, eles tiveram uma vida feliz" se tiverem tido um casamento. Mas se não tiver sido o caso, então a vida delas foi um fracasso. Com os homens, eles não fazem nada disso". A intenção de Björk com os episódios é "dar importância ao meu trabalho" e ...

"Eu estou fazendo isso por todas as mulheres!"

- "Utopia" foi lançado há 6 meses. Você se sente diferente sobre esse álbum agora? Não mudou muita coisa devido à natureza do álbum. Meu último disco ["Vulnicura"] foi sobre ter o coração partido, todo mês eu me sentia diferente sobre aquelas músicas. Já esse se concentra o máximo possível nos pontos importantes. O tema é sobre como construir uma utopia. A realidade disso tudo é diferente. Os humanos são realmente desajeitados, mas de vez em quando acertam. "Utopia" é sobre essa tensão. - O que te atraiu para a ideia da utopia? Para mim, a Utopia é uma emergência. Foi uma reação à eleição de Trump. Eu estava paralisada, principalmente por causa dos problemas ambientais que ele não fará nada para resolver. Toda vez que a humanidade fica em apuros, é quando mudamos para uma velocidade maior [para solucionar]. Estamos vivendo em tempos em que precisamos reagir rapidamente. Precisamos definir qual é o nosso plano. - Quais iniciativas lhe dã...

Debut, o primeiro álbum da carreira solo de Björk, completa 30 anos

Há 30 anos , era lançado "Debut", o primeiro álbum da carreira solo de Björk : "Esse disco tem memórias e melodias da minha infância e adolescência. No minuto em que decidi seguir sozinha, tive problemas com a autoindulgência disso. Era a história da garota que deixou a Islândia, que queria lançar sua própria música para o resto do mundo. Comecei a escrever como uma estrutura livre na natureza, por conta própria, na introversão". Foi assim que a islandesa refletiu sobre "Debut" em 2022, durante entrevista ao podcast Sonic Symbolism: "Eu só poderia fazer isso com algum tipo de senso de humor, transformando-o em algo como uma história de mitologia. O álbum tem melodias e coisas que eu escrevi durante anos, então trouxe muitas memórias desse período. Eu funcionava muito pelo impulso e instinto". Foto: Jean-Baptiste Mondino. Para Björk, as palavras que descrevem "Debut" são: Tímido, iniciante, o mensageiro, humildade, prata, mohair (ou ango...

A história do vestido de cisne da Björk

20 anos! Em 25 de março de 2001 , Björk esteve no Shrine Auditorium , em Los Angeles, para a 73º edição do Oscar . Na ocasião, ela concorria ao prêmio de "Melhor Canção Original" por I've Seen It All , do filme Dancer in the Dark , lançado no ano anterior.  No tapete vermelho e durante a performance incrível da faixa, a islandesa apareceu com seu famoso "vestido de cisne". Questionada sobre o autor da peça, uma criação do  fashion   designer macedônio  Marjan Pejoski , disse: "Meu amigo fez para mim".    Mais tarde, ela repetiu o look na capa de Vespertine . Variações também foram usadas muitas vezes na turnê do disco, bem como em uma apresentação no Top of the Pops .  "Estou acostumada a ser mal interpretada. Não é importante para mim ser entendida. Acho que é bastante arrogante esperar que as pessoas nos compreendam. Talvez, tenha um lado meu que meus amigos saibam que outros desconhecidos não veem, na verdade sou uma pessoa bastante sensata.  ...

Sonic Symbolism: Tradução completa do 1º episódio do podcast de Björk

Björk agora tem o seu próprio podcast ! Nos episódios de "Sonic Symbolism", a artista descreve o processo criativo de cada um de seus álbuns em conversas profundas com amigos e colaboradores. Clique AQUI para colocá-lo para tocar na sua plataforma digital favorita e confira abaixo a tradução completa do capítulo dedicado ao disco "Debut": . . . Björk: Eu caminhava bastante ao ar livre, o que fazemos muito na Islândia. Caminhava até a escola em Fossvogur . E isso era por uns 40 minutos. Fiz esse trajeto dos 8 até os 12 anos. Naquela época, não importava o clima, a gente apenas caminhava até a escola. Era meio louco, sabe? Não era só eu que fazia isso, mas todos os meus amigos também. E isso meio que fez parte da construção do caráter. Havia nevascas ferozes acontecendo, e daí mesmo assim a gente ia a pé até a escola, entende? E no caminho, eu ia cantando. Isso era meio que o meu conforto. Quero dizer, obviamente, isso ainda era algo muito assustador para uma cri...