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Björk é a produtora executiva de documentário sobre obra de Meredith Monk

Por essa a gente não esperava...

Björk está creditada como produtora executiva de um documentário de 90 minutos sobre a grande artista norte-americana Meredith Monk, Dancing Voice, Singing Body.

A Jewish Story Partners, fundação de Steven Spielberg e Kate Capshaw, é a responsável pelo financiamento. A missão da instituição é apoiar filmes independentes que utilizam de perspectivas diferenciadas para retratar o diversificado espectro de experiências, histórias e culturas judaicas. A informação foi confirmada no site oficial da organização e nas redes sociais de Monk.

O projeto também conta com a direção dos cineastas Billy Shebar e David Roberts. Ainda em fase de suporte e desenvolvimento, nenhuma data de lançamento foi confirmada. Será uma combinação de animação, entrevistas e performances explorando a vida e a obra de Meredith, em paralelo com o desenvolvimento da própria arte moderna. Centenas de arquivos exclusivos foram usados, capturando a liderança de Monk. 

Björk é uma grande fã de Meredith Monk desde a adolescência. A islandesa fez várias vezes um cover de uma canção dela, Gotham Lullaby, e, inclusive, se apresentou em um tributo para a própria, em 2005.

 

Anteriormente, já tinha incluído a faixa no setlist do concerto no Union Chapel (1999); em algumas datas da Vespertine Tour (como em 11/09), no festival Coachella (2002) e uma única vez no show Greatest Hits (2003). Um lançamento oficial do cover de 1999, foi feito em 2012 no álbum: Monk Mix : Remixes & Interpretations Of Music By Meredith Monk.

Em 2005, durante entrevista ao The Globe and Mail, Meredith falou sobre uma possível colaboração: "Björk já tinha apresentado essa faixa com o Brodsky Quartet, em 1999. Um dos meus alunos me mostrou uma gravação amadora em MP3. Achei muito interessante e enviei um cartão para ela. Nos conhecemos seis meses depois e nos demos maravilhosamente bem. Nossas respectivas criações soam e se manifestam de maneira diferente, mas tem algo em comum na abordagem. Vamos ver para que lugar isso nos leva. Ela tem um espírito adorável".

Em março de 2011, Monk contou ao site Sfgate: "Finalmente estou fazendo um projeto com a Björk, que estamos tentando realizar há cerca de cinco anos". Meses depois, respondeu ao comentário de um fã no Facebook: "Estamos fazendo um álbum de duetos. Não sei quando será lançado, mas fique ligado!".

Fotos: Divulgação. 

Atualização (23/03/22): 

Meredith Monk volta a falar sobre colaboração com Björk: 

"Escrevemos um monte de duetos juntas. Ainda tenho os arquivos, e continuamos querendo completá-los. Eu ia voar para a Islândia, e aí depois ela iria me ver no Novo México, mas nunca encontramos tempo (na agenda) para isso. Mas ainda estamos em contato. Tenho muito amor por ela". 

Foi durante seus dias tocando bateria em uma banda punk islandesa que Björk, então com 16 anos, ouviu pela primeira vez Dolmen Music, um álbum que ela diz ter lhe transformado totalmente. O disco foi lançado por Meredith Monk, em 1981. 

Monk relembrou um dos encontros com Björk, que aconteceu na Counterstream Radio no programa Radical Connections, em março de 2007. O bate-papo teve a condução da pianista Sarah Cahill: "Eu me senti como uma mãe na estética para Björk", disse com uma risada. "O que ela faz é tão diferente do que eu faço, mas temos muito em comum. No final daquele programa de rádio, ficamos em lágrimas, compartilhando nossas visões sobre música".  

Essas declarações foram concedidas ao The Guardian, em março de 2022. 

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