Pular para o conteúdo principal

Björk deve lançar nova exposição e um álbum de inéditas em 2022

Björk deve ser o tema de uma nova exposição no museu francês Centre Pompidou-Metz, que irá explorar seu universo artístico. O projeto Un jardin d'intérieur, que é uma colaboração direta da artista e de James Merry com a instituição, deve ficar em cartaz de maio a outubro/novembro de 2022. A abertura coincide com o lançamento de um novo álbum e shows na região.

Os dois terão liberdade para usar o espaço, interpretando tudo da maneira que preferirem em uma espécie de "jardim interno", como sugere o título. Um local "misterioso e fascinante", com a integração de novas formas de criação e processos tecnológicos. Tudo isso dentro das paredes da galeria, demonstrando um estado de fluxo constante.

Segundo os curadores, Björk esteve bastante disponível para essa instalação definida como "escultural e sensorial". Atualmente, ela também está trabalhando em seu novo disco. 

As informações foram reveladas por um membro do fórum bjorkfr, que possui contatos com a equipe do museu. Ele recebeu um arquivo da programação. 

A Numéro Magazine publicou um artigo sobre a exposição, mas já apagou. Talvez o anúncio tenha sido considerado prematuro... 

A reportagem listava Chiara Parisi, diretora do museu, e o curador Patrick Steffen, como outros nomes envolvidos. Em fevereiro de 2020, no Républicain Lorrain, Parisi mencionou pela primeira vez a possibilidade de ter a estrela islandesa no centro cultural: "Esse lugar deve ser explorado com obras de arte, mas também deve poder se transformar em um jardim. Discuti esse assunto com os espaços verdes da cidade. Por que não criar um jardim de inverno? E por que não perguntar a personalidades como Björk, por exemplo?". 

Inspirada na observação de fenômenos naturais, a mostra deve apresentar uma nova abordagem de Björk, além de uma instalação audiovisual de realidade virtual e as famosas máscaras da islandesa, que nos últimos anos a transformaram em criaturas fantásticas. Ainda de acordo com o fã e o texto do museu, a abertura acontecerá junto ao lançamento do próximo álbum e uma série de shows na França. O espetáculo Orkestral já está marcado para chegar lá em junho no La Seine Musicale.

A artista segue ganhando lindas homenagens, já que em toda sua carreira ultrapassou os limites da música e se tornou alguém que inovou e marcou época, explorando diferentes linguagens para apresentar sua obra.

Foto: Jean-Paul Goude (2007) / Reprodução. 

==

Atualização - 25/11: Segundo o La Semaine, a nova exposição de Björk no museu francês Centre Pompidou-Metz não deve acontecer em 2022, mas talvez em outro momento no futuro. De acordo com a publicação, Chiara Parisi, a diretora da instituição, teria confirmado ao site que o contato com a equipe da islandesa de fato ocorreu. Parece ser uma forte vontade de ambas as partes. 

Aliás, a matéria liberada hoje explica que a situação mudou justamente por causa da produção do disco de inéditas, que deve ser lançado no próximo ano. Com tantos planos, não seria possível realizar tudo em 2022. Hmmm... Vamos aguardar os próximos capítulos... 

Postagens mais visitadas deste blog

35 anos de Life's Too Good, o incrível álbum de estreia do Sugarcubes

Há 35 anos, era lançado "Life's Too Good", o álbum de estreia do Sugarcubes . O disco foi um sucesso inesperado e trouxe atenção internacional para a banda, principalmente devido ao hit "Birthday". Influente, é também creditado como o primeiro trabalho musical islandês a ter impacto mundial, e gerou grande interesse para a cena alternativa do país. Em 8 de junho de 1986, o Sugarcubes surgia na Islândia, bem no dia do nascimento do 1º filho de Björk . O grupo musical deu projeção internacional para a artista. Eles lançaram três discos e estiveram em atividade até 1992. Em 2006, a banda se reuniu pela última vez para uma apresentação, em Reykjavík. Os integrantes já tinham formado projetos de música punk ao lado de Björk. Inicialmente, eles desenvolveram o selo Smekkleysa (Bad Taste), com o lançamento de uma série de projetos musicais e literários. Na intenção de conseguir dinheiro para a criação dessas obras, os membros perceberam que precisavam de uma ferramenta...

Björk não está interessada em lançar um documentário

A série de podcasts "Sonic Symbolism" foi editada a partir de 20 horas de conversas de Björk com a escritora Oddný Eir e o musicólogo Ásmundur Jónsson. O projeto traz a própria islandesa narrando a história por trás de sua música. "Não fiz isso para obter algum encerramento terapêutico. A razão pela qual decidi fazer foi que eu estava recebendo muitos pedidos para autobiografias e documentários. Recusei todos! Não quero me gabar, mas estou em uma posição em que, se eu não fizer isso, outra pessoa fará!". A cantora explicou que os documentários feitos sobre artistas mulheres são "realmente injustos, às vezes", que muitas vezes são "apenas uma lista de seus namorados e ficam dizendo: "Ah, eles tiveram uma vida feliz" se tiverem tido um casamento. Mas se não tiver sido o caso, então a vida delas foi um fracasso. Com os homens, eles não fazem nada disso". A intenção de Björk com os episódios é "dar importância ao meu trabalho" e ...

A linda relação de Björk e Þorgerður Ingólfsdóttir, lendas da música islandesa

Foto: Divulgação.  Em 1981, Björk Guðmundsdóttir , de apenas 16 anos , formou o grupo punk Tappi Tíkarrass . Imagens de uma das primeiras apresentações da banda, hoje estão em exposição em um museu na Islândia, bem no centro de Reykjavík. Nas fotos, Björk aparece em frente ao microfone vestida como uma boneca de porcelana. As sementes do punk foram plantadas no país alguns anos antes, quando The Stranglers atraiu 4.000 pessoas - cerca de 2% da população na época - a casa de shows Laugardalshöll, abrindo espaço para uma subcultura com a qual dezenas de jovens encontraram sua identidade.  Enquanto o Tappi Tíkarrass atuava na cena underground , Björk começou a cantar com um outro grupo de jovens. O coral Hamrahlíð foi fundado em 1982 por Þorgerður Ingólfsdóttir , que continua sendo sua maestrina até hoje. Com muita dedicação, ela formou milhares de musicistas na região, conquistando o respeito e a admiração de seus conterrâneos, bem como de outras pessoas em várias partes d...

Debut, o primeiro álbum da carreira solo de Björk, completa 30 anos

Há 30 anos , era lançado "Debut", o primeiro álbum da carreira solo de Björk : "Esse disco tem memórias e melodias da minha infância e adolescência. No minuto em que decidi seguir sozinha, tive problemas com a autoindulgência disso. Era a história da garota que deixou a Islândia, que queria lançar sua própria música para o resto do mundo. Comecei a escrever como uma estrutura livre na natureza, por conta própria, na introversão". Foi assim que a islandesa refletiu sobre "Debut" em 2022, durante entrevista ao podcast Sonic Symbolism: "Eu só poderia fazer isso com algum tipo de senso de humor, transformando-o em algo como uma história de mitologia. O álbum tem melodias e coisas que eu escrevi durante anos, então trouxe muitas memórias desse período. Eu funcionava muito pelo impulso e instinto". Foto: Jean-Baptiste Mondino. Para Björk, as palavras que descrevem "Debut" são: Tímido, iniciante, o mensageiro, humildade, prata, mohair (ou ango...

Björk: mãe, filha, força da natureza

Na Islândia com Björk , a nova matéria da Pitchfork mergulhou fundo nos triunfos e tragédias que deram origem a "Fossora", novo álbum do ícone do pop experimental. Confira a tradução completa do bate-papo: Descendo por uma estrada de duas pistas em seu robusto Land Rover branco, Björk conversa em um tributo sinuoso à paisagem vulcânica da Islândia quando um caminhão escavadeira aparece. O obstáculo inesperado apresenta uma chance para um ponto de travessura. Enrugando o nariz, Björk olha para uma abertura apertada no caminho à frente e pisa no acelerador para realizar uma perigosa manobra de ultrapassagem. “Atrevida, atrevida!”, ela vibra, quase demolindo um poste na estrada. De volta à pista, ela tira o casaco e casualmente retoma a ode à ilha da sua nação. "Aquele vulcão ali", diz ela, apontando para uma passagem na montanha, “uma de suas erupções mais famosas causou a destruição das plantações na França, e as pessoas dizem que foi por isso que a Revolução France...