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Björk fala da liberdade das mulheres na música eletrônica

"A música eletrônica pode ser tão orgânica quanto guitarra, baixo ou bateria. Não há diferença entre uma guitarra e um computador em termos de natural/artificial. É apenas um instrumento. Tudo depende do que você faz com o instrumento.

O patriarcado promoveu bandas como caras que assistem futebol e depois montam um grupo. Para as mulheres era diferente, elas não tinham lugar. Ganharam liberdade com os computadores, podendo produzir suas próprias canções em casa. O computador nos permitiu tomar todas as decisões sobre nossas músicas.

Não precisávamos mais entrar no estúdio, lidar com todos aqueles caras, engenheiros de som e produtores nos pedindo para sacrificar nossos instintos. Não estou dizendo que é sempre o caso, mas acho que foi libertador.

Quando a fita VHS chegou na década de 1980, muitas artistas femininas entraram no mundo da arte com seus vídeos, como Marina Abramović e Ana Mendieta. Elas poderiam ser as chefes, não precisavam mais "entrar" no mundo da arte. É o mesmo no mundo da realidade virtual, onde há muitas programadoras mulheres.

Então, quando ouço uma banda de guitarra, ouço patriarcado, cerveja e [letras sobre] peitos. É um mundo muito hostil para as mulheres".

- Björk em entrevista ao "Les Inrockuptibles", novembro de 2022.

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