Pular para o conteúdo principal

Björk fala sobre bastidores das gravações de Pneumonia

Certa vez, Björk planejou gravar uma faixa ("Pneumonia") para o álbum "Volta", em Nova York, com um grupo de elite de músicos de sopro. Ela já havia gravado todo o resto do álbum em casa, na Islândia.

"Estávamos no estúdio e os instrumentistas pegaram todas as notas. Então dez dos melhores trompistas da cidade de Nova York olharam para mim e perguntaram quem iria reger, já que não havia maestro.

Quando perguntei se precisavam, olharam para mim como se eu fosse uma idiota. Então percebi que não poderia fazer isso como faço na Islândia".

Björk diz que felizmente ouviu falar de seu amigo Nico Muhly, que então foi o condutor dessa gravação.

"Ele recebeu o crédito por todos os metais do álbum, porque ele veio uma vez ao estúdio e regeu. Algo que não partiu dele, mas do jornalismo preguiçoso por aí, que depois corrigimos. Só porque havia um homem na sala, esperava-se que ele fizesse a coisa toda. A história se tornou completamente diferente agora, isso foi em 2007".

Björk vê uma grande diferença entre trabalhar com pessoas em casa e no exterior:

"Os flautistas e clarinetistas [de "Fossora"], por exemplo, vinham à minha casa às sextas-feiras. Eu sempre podia ouvi-los tocar, mudar uma oitava e liderar o beat. Então, todos nós fizemos isso juntos. É um pouco assim na Islândia, não há líder".

Björk dirige as gravações, mas conta que às vezes esteve ao lado dos instrumentistas até que eles pudessem se olhar nos olhos e fazer tudo sozinhos: "É algo que eu nunca poderia fazer fora do país, por exemplo".

- Entrevista ao Visir, Fevereiro de 2023.

Postagens mais visitadas deste blog

Björk explica antiga declaração sobre bissexualidade

- Anos atrás, falando em sexualidade fluida, você declarou que escolher entre um homem e uma mulher seria como "escolher entre bolo e sorvete". O que você acha disso hoje? "Acho que foram os anos 90, mas é uma frase tirada de contexto. Era um discurso muito maior. Ainda acredito que somos todos bissexuais em certo grau, cerca de 1%, cerca de 50% ou 100%, mas nunca compararia gênero com comida, isso seria desrespeitoso. Havia muitos repórteres homens na época, que queriam me pintar como uma "elfo excêntrica". Eles colocavam palavras na minha boca que eu não disse. Infelizmente, não havia muitas jornalistas mulheres. A boa notícia é que agora as coisas mudaram muito! É um mundo totalmente diferente, não comparável [ao da época]. Felizmente, muito mais mulheres escrevem artigos e há mais musicistas". - Björk em entrevista para Vanity Fair, março de 2023.

Debut, o primeiro álbum da carreira solo de Björk, completa 30 anos

Há 30 anos , era lançado "Debut", o primeiro álbum da carreira solo de Björk : "Esse disco tem memórias e melodias da minha infância e adolescência. No minuto em que decidi seguir sozinha, tive problemas com a autoindulgência disso. Era a história da garota que deixou a Islândia, que queria lançar sua própria música para o resto do mundo. Comecei a escrever como uma estrutura livre na natureza, por conta própria, na introversão". Foi assim que a islandesa refletiu sobre "Debut" em 2022, durante entrevista ao podcast Sonic Symbolism: "Eu só poderia fazer isso com algum tipo de senso de humor, transformando-o em algo como uma história de mitologia. O álbum tem melodias e coisas que eu escrevi durante anos, então trouxe muitas memórias desse período. Eu funcionava muito pelo impulso e instinto". Foto: Jean-Baptiste Mondino. Para Björk, as palavras que descrevem "Debut" são: Tímido, iniciante, o mensageiro, humildade, prata, mohair (ou ango...

Björk não está interessada em lançar um documentário

A série de podcasts "Sonic Symbolism" foi editada a partir de 20 horas de conversas de Björk com a escritora Oddný Eir e o musicólogo Ásmundur Jónsson. O projeto traz a própria islandesa narrando a história por trás de sua música. "Não fiz isso para obter algum encerramento terapêutico. A razão pela qual decidi fazer foi que eu estava recebendo muitos pedidos para autobiografias e documentários. Recusei todos! Não quero me gabar, mas estou em uma posição em que, se eu não fizer isso, outra pessoa fará!". A cantora explicou que os documentários feitos sobre artistas mulheres são "realmente injustos, às vezes", que muitas vezes são "apenas uma lista de seus namorados e ficam dizendo: "Ah, eles tiveram uma vida feliz" se tiverem tido um casamento. Mas se não tiver sido o caso, então a vida delas foi um fracasso. Com os homens, eles não fazem nada disso". A intenção de Björk com os episódios é "dar importância ao meu trabalho" e ...

Sonic Symbolism: Tradução completa do 2º episódio do podcast de Björk

Björk  agora tem o seu próprio  podcast ! Nos  episódios  de "Sonic Symbolism", a artista descreve o processo criativo de cada um de seus álbuns em conversas profundas com amigos e colaboradores. Clique  AQUI  para colocá-lo para tocar na sua plataforma digital favorita e confira abaixo a  tradução completa  do capítulo dedicado ao disco "Post": . . . Asi Jónsson: Você está ouvindo "Sonic Symbolism", onde Björk discute as texturas, tempos e paisagens emocionais de seus álbuns, com a amiga, autora e filósofa, Oddny Eir , e eu, curador musical, Asi Jónsson. Este é o Episódio 2 sobre o disco "Post". Björk: Sempre uso a palavra "promíscuo" para definir esse álbum. Eu só queria tentar trabalhar com várias pessoas. Também refletia muito a minha vida na época, meio que uma cidade grande, grandes luzes e o tipo de energia da Trafalgar Square . Eu estava passando por muitas boates, estava conhecendo muitos novos amigos que acabaram sendo amizad...

Saiba tudo sobre as visitas de Björk ao Brasil

Relembre todas as passagens de Björk por terras brasileiras! Preparamos uma matéria detalhada e cheia de curiosidades: Foto: Reprodução (1987) Antes de vir nos visitar em turnê, a cantora foi capa de algumas revistas brasileiras sobre música, incluindo a extinta  Bizz,  edição de Dezembro de 1989 . A divulgação do trabalho dela por aqui, começou antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo, ainda com o  Sugarcubes . 1996 - Post Tour: Arquivo: João Paulo Corrêa SETLIST:  Army of Me One Day The Modern Things Venus as a Boy You've Been Flirting Again Isobel Possibly Maybe I Go Humble Big Time Sensuality Hyperballad Human Behaviour The Anchor Song I Miss You Crying Violently Happy It's Oh So Quiet.  Em outubro de 1996, Björk finalmente desembarcou no Brasil , com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no Rio de Janeiro (13/10/96) , como parte do Free Jazz Festival . Fotos: ...