Pular para o conteúdo principal

Fãs de Björk se unem em campanha para trazer o show Cornucopia ao Brasil

A little bit of… techno! Se queremos a volta da rainha da Islândia ao Brasil, vamos ter que pedir mais alto.

O portal Björk Brasil e o site Björk BR se mobilizam para solicitar aos contratantes e produtores de eventos que entrem em contato com a equipe de Björk para a negociação de um show da turnê Cornucopia no Brasil em 2024.

Hoje (3), Björk retoma sua turnê na Austrália e suas redes sociais vão ser atualizadas com imagens dos seus shows. Marquem as produtoras: Live Nation Brasil/Live Nation Latin America, DC Set Group, Move Concerts Brasil, 30E e T4F nos comentários dos próximos posts da diva com o clássico "Come to Brazil!".

Assine a petição (clique AQUI) e confira o que torna possível a vinda da maior turnê da carreira de Björk ao Brasil:

Dias antes do seu show no Primavera Sound São Paulo, Björk deu uma entrevista a 89 FM falando sobre seu desejo em levar a turnê Cornucopia a América do Sul e especialmente ao Brasil. Ela também cedeu uma entrevista ao jornal chileno La Tercera, falando sobre suas intenções de levar o show para o Chile, indicando uma possível leg da turnê pela América do Sul.

Cornucopia é um espetáculo idealizado em 2019, por Björk e a cineasta argentina Lucrecia Martel, que integra as músicas do 9º disco da cantora, “Utopia”. A partir deste ano, Björk segue a turnê dividindo o repertório com as músicas do seu novo disco, “Fossora”. O show foi aclamado pela imprensa mundial pelos seus instrumentos únicos, performance musical, projeção digital e sua inovação tecnológica e cenográfica no mundo da música ao vivo.

A maioria dos shows da turnê Cornucopia tem sido feitos em arenas, mas tiveram exceções no local de algumas apresentações. Em Bruxelas, Luxemburgo, Los Angeles e em breve em Tóquio, os espaços onde os shows foram feitos tem capacidade entre 6.300 e 8.400 pessoas. Em 2019, Luxemburgo recebeu Björk no Rockhal, que tem capacidade de 6.500 pessoas e uma estrutura de palco que adaptou o cenário do show ao seu tamanho.

São Paulo tem que ser a sede deste show no Brasil por ter a maior concentração do público de Björk no país. A capital paulista tem as seguintes opções de espaços para receber um show desse porte:

— Vibra São Paulo:
O antigo Credicard Hall tem capacidade de 7.000 pessoas e dimensões de palco similares a de espaços que já receberam a Cornucopia.

— Pavilhão Pacaembu:
Recém-inaugurado, no ano passado o espaço recebeu os shows de Billy Idol e Jessie J. O pavilhão tem capacidade para 9.000 pessoas.

— Espaço Unimed:
O antigo Espaço das Américas tem capacidade para 8.000 pessoas e recebeu no ano passado shows de Rosalía, Avril Lavigne, Måneskin, A-ha, Demi Lovato, entre outras atrações internacionais.

A Live Nation Brasil foi a empresa responsável pelo Primavera Sound São Paulo, enquanto suas subsidiárias na Europa cuidam da produção de 5 dos 13 shows da turnê Cornucopia que começam no segundo semestre deste ano.

O DC Set Group é pioneiro no ramo de turnês internacionais no Brasil e em 2021 fechou parceria com a Move Concerts, promotora que trabalha em grande parte da América Latina e já trouxe para o Brasil nomes como U2, Shakira, Radiohead, New Order, Depeche Mode, Katy Perry e Ariana Grande.

A 30 Entertainment trouxe atrações internacionais para o Brasil como The Killers, J Balvin, Hot Chip, Bring Me The Horizon, Molchat Doma e produz o festival Music Is The Answer.

A Time For Fun é a produtora por trás de festivais como Lollapalooza Brasil, Popload Festival e Festival GRLS.

Depois de nos emocionarmos com seus maiores sucessos em versões de orquestra no primeiro show de Björk no Brasil em mais de 15 anos, queremos sentir a euforia das batidas de suas novas músicas acompanhadas do surrealismo visual que seu novo show proporciona!

Marquem o perfil das produtoras nas fotos dos shows da Austrália que Björk irá compartilhar nos próximos dias em seu Instagram e compartilhem o abaixo-assinado (clique AQUI) com todo mundo!

Foto: Vidar Logi.


Postagens mais visitadas deste blog

Björk não está interessada em lançar um documentário

A série de podcasts "Sonic Symbolism" foi editada a partir de 20 horas de conversas de Björk com a escritora Oddný Eir e o musicólogo Ásmundur Jónsson. O projeto traz a própria islandesa narrando a história por trás de sua música. "Não fiz isso para obter algum encerramento terapêutico. A razão pela qual decidi fazer foi que eu estava recebendo muitos pedidos para autobiografias e documentários. Recusei todos! Não quero me gabar, mas estou em uma posição em que, se eu não fizer isso, outra pessoa fará!". A cantora explicou que os documentários feitos sobre artistas mulheres são "realmente injustos, às vezes", que muitas vezes são "apenas uma lista de seus namorados e ficam dizendo: "Ah, eles tiveram uma vida feliz" se tiverem tido um casamento. Mas se não tiver sido o caso, então a vida delas foi um fracasso. Com os homens, eles não fazem nada disso". A intenção de Björk com os episódios é "dar importância ao meu trabalho" e ...

Björk e a paixão pelo canto de Elis Regina: "Ela cobre todo um espectro de emoções"

"É difícil explicar. Existem várias outras cantoras, como Ella Fitzgerald , Billie Holiday , Edith Piaf , mas há alguma coisa em Elis Regina com a qual eu me identifico. Então escrevi uma canção, Isobel , sobre ela. Na verdade, é mais uma fantasia, porque sei pouco a respeito dela".  Quando perguntada se já viu algum vídeo com imagens de Elis, Björk respondeu:  "Somente um. É um concerto gravado no Brasil, em um circo, com uma grande orquestra. Apesar de não conhecê-la, trabalhei com ( Eumir ) Deodato e ele me contou várias histórias sobre ela. Acho que tem algo a ver com a energia com a qual ela canta. Ela também tem uma claridade no tom da voz, que é cheia de espírito.  O que eu gosto em Elis é que ela cobre todo um espectro de emoções. Em um momento, ela está muito feliz, parece estar no céu. Em outro, pode estar muito triste e se transforma em uma suicida".  A entrevista foi publicada na Folha de São Paulo , em setembro de 1996. Na ocasião, Björk divulgava o ...

Björk responde pergunta enviada por Mitski

Em 2017, Björk respondeu perguntas de alguns artistas para DAZED , incluindo uma enviada por Mitski : M: Quanta confiança você deposita no seu público e o quanto eles importam para você quando está se apresentando ao vivo? Às vezes, quando performo e é óbvio que a plateia está lá apenas para festejar, sinto que existe um muro entre mim e eles, e acabo tendo crises existenciais sobre isso. Eu sei que muito disso tem a ver com o ego, mas quando você pegou um avião para ir até lá e não tem dormido bem há dias, e então faz um show onde nada parece se conectar, é fácil imaginar o que e para quem exatamente você está se apresentando. B: Hmm... Eu acho que é por isso que sempre pedi para tocar cedo! Muitas das minhas músicas são lentas, então mesmo quando estou sendo a headliner de um festival, pergunto se posso me apresentar ao anoitecer. Eu verifico com antecedência a que horas o sol vai se pôr e tento começar meu set ao anoitecer, daí começa a ficar escuro no meio do caminho, então peg...

A história do vestido de cisne da Björk

20 anos! Em 25 de março de 2001 , Björk esteve no Shrine Auditorium , em Los Angeles, para a 73º edição do Oscar . Na ocasião, ela concorria ao prêmio de "Melhor Canção Original" por I've Seen It All , do filme Dancer in the Dark , lançado no ano anterior.  No tapete vermelho e durante a performance incrível da faixa, a islandesa apareceu com seu famoso "vestido de cisne". Questionada sobre o autor da peça, uma criação do  fashion   designer macedônio  Marjan Pejoski , disse: "Meu amigo fez para mim".    Mais tarde, ela repetiu o look na capa de Vespertine . Variações também foram usadas muitas vezes na turnê do disco, bem como em uma apresentação no Top of the Pops .  "Estou acostumada a ser mal interpretada. Não é importante para mim ser entendida. Acho que é bastante arrogante esperar que as pessoas nos compreendam. Talvez, tenha um lado meu que meus amigos saibam que outros desconhecidos não veem, na verdade sou uma pessoa bastante sensata.  ...

Hildur Rúna Hauksdóttir, a mãe de Björk

"Como eu estava sempre atrasada para a escola, comecei a enganar a minha família. Minha mãe e meu padrasto tinham o cabelo comprido e eles eram um pouco hippies. Aos dez anos de idade, eu acordava primeiro do que eles, antes do despertador tocar. Eu gostava de ir na cozinha e colocar o relógio 15 minutos mais cedo, e então eu iria acordá-los... E depois acordá-los novamente cinco minutos depois... E de novo. Demorava, algo como, quatro “rodadas”. E então eu acordava meu irmãozinho, todo mundo ia escovar os dentes, e eu gostava de ter certeza de que eu era a última a sair e, em seguida, corrigir o relógio. Fiz isso durante anos. Por muito tempo, eu era a única criança da minha casa, e havia mais sete pessoas vivendo comigo lá. Todos tinham cabelos longos e ouviam constantemente Jimi Hendrix . O ambiente era pintado de roxo com desenhos de borboletas nas paredes, então eu tenho uma certa alergia a essa cor agora (risos). Vivíamos sonhando, e to...