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Utopia: Capa, tracklist e detalhes do álbum + As primeiras datas da turnê


O novo álbum de Björk, "Utopia", está chegando! Hoje, finalmente, a islandesa divulgou a capa do disco, que será lançado em 24 de Novembro e terá 14 faixas distribuídas em 71min, o que faz deste o mais longo de sua carreira.

TRACKLIST

01. arisen my senses* 4:59
02. blissing me* 5:05
03. the gate* 6:33
04. utopia** 4:42
05. body memory** 9:46
06. features creatures** 4:49
07. courtship** 4:44
08. losss** 6:51
09. sue me* 4:57
10. tabula rasa* 4:42
11. claimstaker* 3:18
12. paradisa 1:44
13. saint 4:41
14. future forever 4:47



Composição:
Björk/Arca - 1, 2, 3, 9, 10, 11
Björk - 4, 5, 6, 7, 8, 12
Björk/Sarah Hopkins - 13

"Utopia" é o nono (décimo, se contarmos com "Björk" -1977-) álbum de estúdio da icônica artista islandesa, sendo mais um de seus clássicos, que explora desde piano e cordas até harpas e flautas, um exemplo perfeito de como as canções do futuro podem ser feitas sempre desafiando todos os limites, mas nunca esquecendo da música em si. Mais um trabalho fascinante e simplesmente excelente, como Björk sempre foi. 

Confira como ela o apresentou em suas redes sociais:

"Eu estou tão feliz em anunciar que meu novo álbum "Utopia" sairá no final de novembro. Eu mal posso esperar para vocês ouvirem! Esta é a capa oficial e foi feita por mim e pelo extraordinário e talentoso Jesse Kanda, além de James Merry e a Hungry. Obrigada!!! Também quero agradecer ao Arca pela música que me ajudou a fazer neste disco. Que viagem profunda e nutritiva!!! Espero que vocês gostem - calorosamente, Björk".

Arca e Rabit, que fazem parte do time de colaboradores que trabalharam no álbum, também se manifestaram.

"Björk, a suave fusão com a qual produzimos este álbum foi uma das experiências mais incríveis que já tive em minha vida. Posso ser um pouco sentimental? Aprecio cada momento nesta jornada de mais de 2 anos durante o processo de criação deste disco. As lágrimas, nós ouvindo os pássaros, nadando em rios verdes (...) Isso me inunda de emoção cada vez mais a cada dia que passa e com cores que eu não conhecia. Este álbum realmente traz um pedaço do que seria a Utopia para mim, uma parte dela que já é algo sorridente e real". Arca.

"Honestamente, não há cola de peruca o suficiente no mundo para a música que fizemos. Preparem-se para a dizimação". Rabit sobre "Losss".


Outros detalhes de novas canções revelados em novas entrevistas às revistas Télérama, Rockdelux, The Big Issue, além de estar na capa da revista japonesa Music Magazine.


"Body Memory" é uma longa canção de 9:46 e umas das peças centrais de "Utopia", Björk a classifica "como um manifesto para a vida, não mais analisando sobre as nossas neuroses assumirem o controle ao nos fazerem mergulhar em um abismo de ansiedade, mas confiando no instinto do corpo para renovar tudo o que nos une à vida. Se você já não é mais capaz de amar, ser uma mãe, de fazer amor, de convergir com a natureza ou enfrentar o futuro, seu corpo ainda se lembra como. Apenas permita que ele faça algo, confie".

"Arisen My Senses é uma música que fiz em um loop meio curto. Adicionei um arranjo de harpa, coloquei uma letra e enviei para Arca (que ela fez questão de colocar o nome na capa) como um presente. Ele mal podia acreditar! Sentiu de forma verdadeira, pois tudo aquilo bateu no inconsciente dele".

A nova edição da Rockdelux ainda afirma que Björk usou um instrumento chamado Harmonic Whirlies inventado pela musicista Sarah Hopkins na faixa "Features Creatures". Ainda segundo a revista, "Blissing Me" é uma faixa que lembra o material de "Vespertine".

A versão de "The Gate" presente no álbum é a utilizada no videoclipe, mas sem o final inserido no vinil do single, que conta com um solo de flauta. 

Segundo um post no fórum ATRL, é provável que algumas cópias do álbum já tenham sido entregues à jornalistas para que possam fazer resenhas e críticas. Segura esse vazamento, Björk! 

"Este álbum, para mim, é como uma trilha sonora sobre um lugar que todos podemos chegar depois dessa era Trump. Eu queria criar uma Utopia, para onde escaparíamos, como uma ilha com pessoas nuas tocando flautas, que teria pássaros e flores que você nunca viu antes. Isso seria o paraíso!". (Björk ao 'The Big Issue', novembro de 2017).

Ensaio fotográfico por Santiago Felipe

Curiosidades: 

Sobre as flores bastante presentes nesta nova era da islandesa:

"Os primeiros trabalhos tiveram como inspiração as formas de animais como mariposas, medusas e corais, enquanto as novas peças caminharam até este outro lado 'floral e anatômico'; algo parecido com uma orquídea, que geralmente surgem de um conjunto específico de referências, ideias, texturas ou cores que ela sente que se encaixam instintivamente em cada projeto. (...)

Em uma das máscaras usadas no vídeo de "The Gate", tentamos recriar um tipo de energia que cruzasse com uma certa leveza, como uma espécie de orquídea alienígena. (...) Eu não vejo necessariamente a utopia como um paraíso brilhante sem falhas, onde todos estão flutuando em um arco-íris, pois lá também existe espaço para a feiura e a escuridão. É muito menos sobre a perfeição e mais sobre como exatamente as pessoas dentro desse mundo funcionam e se relacionam, com bondade universal e igualdade, com respeito pela natureza e um equilíbrio com o mundo. (...)

Não existe um elemento de escapismo no projeto. Muito pelo contrário! Em tempos de políticas particularmente sombrias e de uma iminente catástrofe ambiental, fantasiar sobre como as coisas podem ser melhores é descobrir o que estamos dispostos a sacrificar em nosso próprio conforto para alcançar algo melhor. Especular sobre a utopia em momentos como estes não é apenas importante, é absolutamente necessário". - James Merry, Crack Magazine, novembro de 2017.

- Pela primeira vez, um álbum de Björk terá uma faixa-título.
- O termo "Tabula Rasa" do filósofo britânico John Locke, refuta as ideias propostas por René Descartes de que os seres humanos conhecem certos conceitos naturalmente. Locke acreditava que a mente humana era o que ele chamava de uma "tábula rasa", que em latim significa "folha de papel". Ele acreditava que as crianças não sabem nada quando nascem, e que todas as ideias que os seres humanos desenvolvem vêm da experiência.

- Björk permitirá que as pessoas possam pagar o novo álbum com as ferramentas Bitcoin, Audiocoin, Litecoin e Dashcoin, que são moedas digitais do tipo criptomoeda descentralizada, e também um sistema econômico alternativo, que surgiu em 2008.

Os que o encomendarem diretamente na pré-venda no site dela ou no de sua gravadora, também receberam recompensas criptográficas. A islandesa se juntou ao Block Block britânico, que está trabalhando para que tudo isso aconteça na loja online, para os que usarem cartões de débito e crédito, além do PayPal. Cada fã que realizar este processo, receberá 100 AudioCoins, o que equivale a $0,19 como recompensa, que será depositada em uma conta eletrônica no Blockpool. Os fãs poderão trocar estas 'moedas' por outras, mantê-las como um investimento ou convertê-las de volta em libras ou dólares. Nos próximos dois anos, também poderão ganhar ainda mais ao interagirem com a música de Björk, além de cortesias no preço de shows ao vivo e outras atividades digitais. É um dos passos mais ambiciosos que um artista no mundo inteiro já fez até hoje! 

O CEO da Blockpool, Kevin Bacon - um conhecido músico e produtor que trabalha por conta própria, explicou a parceria dizendo: "As pessoas já fizeram coisas com crypto antes, incluindo alguns artistas, mas esta é a primeira vez que um de escala global fez algo assim. Embora seja interessante ver como a comunidade de criptografia responde a isso, "Utopia" também será uma porta de entrada para outros indivíduos entrarem neste ramo. Björk é a melhor artista do mundo que podemos imaginar fazendo isso.

Não se trata de tentar enriquecer rapidamente, mas sim de beneficiar o público de diversas maneiras que ainda não haviam sido pensadas. E neste caso, Björk e a visão criativa de sua equipe contribuíram e muito para o que a tecnologia pode proporcionar. Iremos fornecer informações para pessoas que não sabem nada sobre crypto ou que desejam descobrir mais".

O nome de Arca na capa do Utopia

O novo álbum de Björk gira em torno da busca pelo amor e pela Utopia. Foi editado e estruturado, como sempre, pela própria Björk usando o programa ProTools. Instrumentos de sopro estão presentes em suas novas músicas, incluindo ainda flauta, harpa e um coro de mulheres islandesas. Ela também compôs e organizou todo o trabalho executado pelo coral Hamrahlíðarkórinn conduzido por Þorgerður Ingólfsdóttir. Além disso, Björk conduziu uma orquestra de 12 peças, cujos os arranjos de flautas foram desenvolvidos também por ela. Bergur Þórisson, Bart Migal e Chris Elms, foram alguns dos engenheiros de som, enquanto Heba Kadry e Marta Salogni mixaram as canções, e Mandy Parnell assumiu a tarefa de masterização. Sons de pássaros e de outros elementos da natureza, que foram capturados em uma viagem de Björk e Arca ao Caribe, além de alguns outros sampleados do disco "Hekura" (1980), um dos favoritos da cantora, servirão de transição entre as canções. Em outro trecho da entrevista ao Télérama, a artista complementou dizendo: "Espero que [este álbum] reflita um mundo onde a hierarquia entre os seres será banida. Uma forma matriarcal ao invés do modo patriarcal". O interior da artwork de "Utopia" é assinado por M/M Paris. 



"Utopia" já está em pré-venda no iTunes e na loja oficial de Björk na internet, além do site da One Little Indian Records, nos formatos digital, vinil e CD (Jewelcase e Digipack, que acompanha uma versão dobrável do encarte em 6 partes e um lindo poster de 12 páginas).

Além disso, uma versão dupla, limitada de 5.000 cópias e colorida do vinil também já pode ser encomendada na loja online da Rough Trade Exclusive


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