Pular para o conteúdo principal

Kórsafn: Björk compõe trilha sonora para hotel

Foto: Divulgação

Björk
anunciou a realização de um novo projeto: Kórsafn (Arquivos de Coral). Em parceria com a Microsoft e o hotel Sister City, de Nova York, a artista abriu seus arquivos para mostrar alguns dos arranjos de corais que criou ao longo da carreira. 

Música ambiente - Funciona da seguinte forma: As pessoas que entrarem no hotel, ouvirão trechos de várias dessas composições da cantora. Algumas delas são gravações do Hamrahlid Choir, um aclamado coral islandês de 50 pessoas, que é considerado um tesouro nacional e no passado já teve a própria Björk como integrante. Aliás, eles saíram em turnê com ela em 2019, em Cornucopia.

A tecnologia usada permitirá que novas combinações sejam criadas todos os dias. Em constante evolução, a captação será alimentada também por uma câmera na torre do Sister City, na intenção de identificar os sons de tudo aquilo que estiver acima do hotel, em cada estação do ano e em eventos climáticos, com uma riqueza muito grande de detalhes. Por exemplo: Reagindo a cada nascer e pôr do sol, à pressão atmosférica, neve, nuvens e cantos de bandos inteiros de pássaros.

Com tal precisão, os arranjos são influenciados por esses fragmentos e sempre mudarão ao se envolverem com as vozes dos integrantes do coral. A variedade de gravações do acervo pessoal de Björk funciona como um mapa de áudio. Além disso, é também uma maneira de catalogar o "comportamento" do céu.

Hamrahlid Choir (Foto: Divulgação)

"Uma estrutura arquitetônica no centro de Manhattan me ofereceu a mão em um projeto de inteligência artificial e eu atendi ao chamado. Estou em alerta com grande curiosidade aguardando os resultados! Ofereci a eles os meus arquivos de arranjos para grupos de coral, que escrevi ao longo dos últimos 17 anos. Este trabalho flutuará por todo o prédio usando a IA, coletando elementos dos sons dos pássaros, da movimentação das nuvens, da passagem de aviões e até daquela coisa chamada barômetro (que mede a pressão atmosférica)! A região do Hudson Valley tem um dos maiores fluxo de pássaros do planeta, sei disso por experiência própria. Espero que vocês gostem!", explicou a islandesa em comunicado oficial. 

Ryan Bukstein, vice-presidente da rede de hotéis escolhida, disse em entrevista ao site CNET que a ideia surgiu quando Björk se apresentou no The Shed, em Nova York, no ano passado. Ela e a equipe do espetáculo estiveram hospedados lá durante um mês: "Eles ensaiavam no restaurante (imagem acima). A gente entrava aqui e todos podíamos ouvi-los. Ficavam durante o dia inteiro, deixaram sua marca nesse espaço". Já Amy Sorokas, diretora de Parcerias Estratégicas da Microsoft, lembrou que a empresa já ajudou a produzir outros projetos de arte musical, com artistas como Brian Eno e Muse. A instalação de Björk deve ficar por lá até o final do ano, e é baseada na anteriormente criada por Julianna Barwick (veja AQUI), em 2019, mas de forma ainda mais aprimorada. Dentre as canções escolhidas estão: "Thunderbolt", "Where is the Line", "Cosmogony" e "Hollow". 

Scott Stein, jornalista responsável pela matéria citada acima, conta que ficou durante uma hora no saguão do hotel ouvindo os sons, e garante que não achou nada repetitivo e nem irritante. Por se tratar de um esquema "invisível" que reflete "informações" do céu para quem cruza os corredores do hotel, ele disse que ficava se perguntando: "O que será que está passando lá em cima para provocar essa voz repentina e crescente que estou ouvindo?". 

Ficou curioso? O site da Sister City conta com um link de transmissão ao vivo, permitindo que você veja o horizonte de Nova York através da câmera da torre do hotel, e que ouça como a Björk e a Microsoft interpretam a cidade em tempo real, com a ajuda da inteligência artificial. Confira clicando AQUI

--
Siga o Björk BR no Twitter e Instagram: @sitebjorkbrasil.

Saiba mais: 





Comente com outros fãs: 

Postagens mais visitadas deste blog

Björk e Milton Nascimento - A Travessia para um grande encontro

Poucas horas antes do show no Metropolitan, no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1998 (saiba mais AQUI), Björk conversou com a imprensa brasileira, e esteve junto de Milton Nascimento. Ela foi uma das atrações principais do festival Close-Up Planet:


Ao jornal Extra, ela contou que é fã não só de Elis, mas também do Sepultura. Falando de Milton Nascimento, revelou: "Cheguei no sábado (acompanhada de uma amiga de infância) e fiquei bêbada com algumas pessoas ouvindo as músicas dele". Segundo a publicação, a cantora teria cogitado a ideia de ir a apresentação "Tambores de Minas" da lenda brasileira, no Canecão. Ela admitiu que do line-up do festival, só conhecia mesmo as atrações internacionais: "Tenho que dizer que sou ignorante em relação à música brasileira, e isso me envergonha". Também deixou claro que, como de costume, não incluiria nada do Sugarcubes no setlist: "São meus amigos, crescemos juntos. Não posso tocar uma música da banda sem eles&qu…

Relembre as vindas de Björk ao Brasil

As apresentações mais recentes de Björk no Brasil aconteceram há mais de 10 anos, entre 26 e 31 de Outubro de 2007. Relembre essas e outras passagens da islandesa, que já disse ter vivido momentos mágicos em nosso país.
Mas antes de tudo, uma curiosidade: Björk já foi capa da famosa/extinta revista brasileira Bizz, edição de Dezembro de 1989, o que comprova a divulgação do trabalho da artista no Brasil antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo.
1996 - Post Tour:
SETLIST:  Army of Me One Day The Modern Things Venus as a Boy You've Been Flirting Again Isobel Possibly Maybe I Go Humble Big Time Sensuality Hyperballad Human Behaviour The Anchor Song I Miss You Crying Violently Happy It's Oh So Quiet.
Em outubro de 1996, Björk vinha pela primeira vez ao Brasil com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no Rio de Janeiro (13/10/96), como parte do Free Jazz Festival.




Em entrevista à Folha de São Paulo, Björk se disse ansiosa pelas apresentações:
"Vai ser m…

"The Juniper Tree", filme estrelado por Björk, será relançado

The Juniper Tree é um filme islandês com um pequeno elenco de cinco atores, incluindo Björk quando ela ainda fazia parte do Sugarcubes. Foi escrito, produzido e dirigido por Nietzchka Keene baseado no conto de mesmo nome dos Irmãos Grimm. Rodado no verão de 1986 com um orçamento extraordinariamente baixo, o filme só foi lançado em 1990 dentro do Sundance Film Festival. Filmado em preto e branco na paisagem de cinzas vulcânicas da Islândia para destacar seu conteúdo dramático, além de um recurso para ambientar a história como parte da Idade Média, este filme se tornou popular entre os admiradores de Björk depois que ela ganhou fama internacional. 
A boa notícia é que a obra foi restaurada em 4K por órgãos especializados no arquivamento e preservação de materiais do cinema, televisão, rádio e teatro; Wisconsin Center for Film & Theatre Research, com financiamento fornecido pela The Film Foundation e pela George Lucas Family Foundation
Os direitos do longa foram adquiridos pela dis…