Pular para o conteúdo principal

Hamrahlíð Choir anuncia lançamento do álbum Come and Be Joyful


Em 4 de dezembro, o lendário Hamrahlíð Choir, que participou de vários concertos do espetáculo Cornucopia, lançará o álbum Come and Be Joyful

O disco traz canções tradicionais e também duas versões de músicas de Björk apresentadas na abertura do show: Sonnets e Cosmogony, completamente repaginadas. Um link para pré-venda já está disponível, confira clicando AQUI

Além disso, a interpretação da faixa do álbum Biophilia, com produção de Björk nos arranjos, chegou nas plataformas digitais: 


O coral Hamrahlíð é conhecido por seu som único, formado por 52 integrantes. Seus membros são ex-alunos da Hamrahlíð College, de Reykjavík. Mais de 2.500 adolescentes islandeses tiveram contato com a música por meio dessa experiência. Muitos deles sem nenhum treinamento anterior e, por meio de prática cuidadosa (característica do grupo), passaram a participar de produções da mais alta qualidade. 

No ano de 2017, Björk os convidou para participar do álbum Utopia. A colaboração continuou na residência de shows que ela fez no The Shed (Nova York), e na etapa europeia de Cornucopia

Dentre os relatos emocionantes sobre a turnê, destacamos um especial de Amy Lee (Evanescence), publicado nas redes sociais, em maio de 2019: 

"Tudo começou com uma performance acapella de um jovem coral islandês, dirigido por uma senhora cheia de energia, expressiva e encantadora que, uma vez que vi, não conseguia desviar o olhar. Quero ser ela quando eu crescer! O coral é uma das minhas grandes paixões musicais e uma das minhas primeiras fontes de inspiração. Além da minha banda, um dos meus sonhos era também fazer música para filmes e, eventualmente, entrar em alguma forma de direção para um coral. Nos primeiros dois minutos, minhas lágrimas começaram a vir e a Björk ainda nem estava no palco! Quando ela surgiu, e ouvi aquela voz, e aquele profundo instrumental penetrante... senti como se o som estivesse sendo derramado em meus ouvidos, fluindo direto para o meu coração, e se espalhando por todo o meu corpo". 

Em nota oficial sobre Come and Be Joyful, Björk falou da importância do coral em sua vida: 

"Estou extremamente grata e honrada. Eu mesma participei desse coral quando tinha 16 anos. Acredito que todo músico islandês de quem você já ouviu falar, foi criado e batizado musicalmente por þorgerður ingólfsdóttir, uma mulher milagrosa. Ela é uma lenda na Islândia, e preservou o otimismo e a luz nos tempos tumultuosos da adolescência. Também encorajou e criou dezenas de canções para todos os compositores mais proeminentes do país, por mais de meio século". 




Em 24 de janeiro de 2021, Björk volta a se apresentar ao lado de Hamrahlíð em Orchestral, show beneficente que será realizado na Islândia. Na ocasião, novamente com direção da maestrina þorgerður ingólfsdóttir, irá cantar canções de Medúlla, Biophilia e Utopia. A apresentação será transmitida online. Saiba mais sobre como obter ingressos AQUI

Tracklist de Come and Be Joyful: 

01. Ísland, farsælda frón (Iceland, Beloved Country)
02. Komdu nú að kveðast á (Make Verses, Maestro)
03. Vísur Vatnsenda-Rósu (Vatnsenda-Rósa’s Verses)
04. Stóðum tvö í túni (We Stood in the Meadow)
05. Blástjarnan þó skarti skær (The Blue and Brightly Shining Star)
06. Veröld fláa sýnir sig (The Deceptive World)
07. Haldiðún Gróa hafi skó (Dance Song)
08. Sonnets (Björk Cover)
09. Cosmogony (Björk Cover)
10. Haustvísur til Máríu (Autumn Verses to the Virgin Mary)
11. Maríukvæði (A Mary Poem)
12. Vikivaki (The Lover in the Red Forest)
13. Í gleðinni (Come and Be Joyful)
14. Smávinir fagrir (Fair Little Friends)




Fotos: Santiago Felipe. 

Postagens mais visitadas deste blog

A história do vestido de cisne da Björk

20 anos! Em 25 de março de 2001 , Björk esteve no Shrine Auditorium , em Los Angeles, para a 73º edição do Oscar . Na ocasião, ela concorria ao prêmio de "Melhor Canção Original" por I've Seen It All , do filme Dancer in the Dark , lançado no ano anterior.  No tapete vermelho e durante a performance incrível da faixa, a islandesa apareceu com seu famoso "vestido de cisne". Questionada sobre o autor da peça, uma criação do  fashion   designer macedônio  Marjan Pejoski , disse: "Meu amigo fez para mim".    Mais tarde, ela repetiu o look na capa de Vespertine . Variações também foram usadas muitas vezes na turnê do disco, bem como em uma apresentação no Top of the Pops .  "Estou acostumada a ser mal interpretada. Não é importante para mim ser entendida. Acho que é bastante arrogante esperar que as pessoas nos compreendam. Talvez, tenha um lado meu que meus amigos saibam que outros desconhecidos não veem, na verdade sou uma pessoa bastante sensata. 

Björk diz admirar a coragem de Lady Gaga como artista

"Definitivamente, gostei de algumas das roupas que a Lady Gaga está usando.   Eu a admiro por sua coragem, tudo estava ficando muito chato. Era como se todo mundo estivesse sendo conservador, e ninguém quisesse correr qualquer risco. Amo coisas teatrais, acredito que todos nós temos um lado teatral e um lado não tão teatral.  Quanto a música dela? Não é muito a minha praia. Tipo, não estou julgando. Algo muito bom sobre a música (em geral), é que a gente pode ter todos os tipos de canções para ouvir. Tem espaço para tudo. Já notei que mesmo que as coisas tenham mudado muito, sempre parece haver lugar para um monte de cantores homens, não vejo ninguém tratá-los como se o que fizessem fosse um duelo.  Ainda é como no tempo de " Christina Aguilera vs. Britney Spears ". Não quero ser colocada em uma posição na qual tenho que atacá-la. Achei muito injusto quando M.I.A e Joanna Newsom foram questionadas sobre Gaga e, por não gostarem de sua música, viraram imediatamente um

Lido Pimienta lança versão de Declare Independence

Lido Pimienta é uma artista colombo-canadense. Nascida em Barranquilla (Colômbia), atualmente mora em Toronto. Celebrando o Mês do Orgulho LGBTQIA+ , ela produziu uma nova versão para Declare Independence , faixa do Volta , disco que Björk lançou em 2007. O cover é parte do projeto "Claim Your Space" do Spotify Singles . "Cantei a letra maravilhosa em inglês e acrescentei novas palavras em espanhol, que refletem a atual situação na Colômbia, um sentimento geral em defesa da liberdade dos povos colonizados, do rio ao mar", disse em post nas redes sociais. Em comunicado para a imprensa, explicou: "Escolhi essa música principalmente por causa da letra: "Agite a sua bandeira, levante-a, mais alto" e "não deixe que façam isso com você". Eu ouvi essa música ao vivo e adorei como todos os imigrantes na plateia estavam agitando suas bandeiras. O sentimento de ORGULHO que então todos nós sentimos. Eu queria trazer isso com esta versão, honrando

Saiba tudo sobre as visitas de Björk ao Brasil

Foto: Divulgação (2007) As apresentações mais recentes de Björk no Brasil, aconteceram em 2007. Relembre todas as passagens da islandesa por nosso país, nesta matéria detalhada e cheia de curiosidades! Foto: Reprodução (1987) Antes de vir nos visitar em turnê, a cantora foi capa de algumas revistas brasileiras sobre música, incluindo a extinta  Bizz,  edição de Dezembro de 1989. A divulgação do trabalho dela por aqui, começou antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo, ainda com o  Sugarcubes . 1996 - Post Tour: Arquivo: João Paulo Corrêa SETLIST:  Army of Me One Day The Modern Things Venus as a Boy You've Been Flirting Again Isobel Possibly Maybe I Go Humble Big Time Sensuality Hyperballad Human Behaviour The Anchor Song I Miss You Crying Violently Happy It's Oh So Quiet. Em outubro de 1996 , Björk finalmente desembarcou no Brasil, com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no R

The Dull Flame of Desire é um dos tesouros escondidos na discografia de Björk

The Dull Flame of Desire é um dos tesouros escondidos na discografia de Björk . A canção é um dueto com ANOHNI , e foi lançada como parte do álbum Volta . A letra é a tradução em inglês de um poema do Século XIX, de Fyodor Tyutchev , que também aparece em uma das cenas do filme Stalker (1979). "Antes, eu não tinha ela em mente para essa faixa. Nós cantávamos juntas (por diversão), já tinha muito tempo. Eu até achava que fazíamos isso timidamente, de um jeito meio sussurrado e doce, talvez com medo de pisarmos nos calcanhares uma da outra.  Certo dia, mostrei a ela uma melodia que criei no meio da noite, em cima de uma obra desse escritor, uma ideia que guardei no meu diário por uns 8 anos. Eu estava esperando o momento certo.  Tudo se encaixou perfeitamente, com essa sensação de uma fusão vocal. Até brincamos que aquela era a hora de finalmente interpretamos a música como duas divas. Nós podíamos fazer aquilo, pois eram as palavras de uma terceira pessoa. Não era o meu mundo, n