Pular para o conteúdo principal

Conheça os detalhes de "Atopos", o primeiro single de "Fossora", o novo álbum de Björk

Já temos a capa oficial do 1° single do novo álbum de Björk, "Fossora"!

"Atopos" vai ser a primeira faixa do álbum liberada ao público. A data oficial de lançamento será anunciada em breve.

Segundo o The Guardian, o disco de inéditas é "apaixonado", mas de acordo com a islandesa nesse trabalho "há dois objetos de amor diferentes em jogo".

Em "Atopos", Björk questiona: "Essas não são apenas desculpas para não se conectar?".

A jornalista responsável pela matéria sugeriu que, às vezes, muitas das canções de relacionamento da artista soam como confrontos, pontuados pelo tipo de perguntas difíceis que nos arrependemos de fazer tarde da noite, o que ela discorda:

"Às vezes, quando eu realmente amo alguém, eu tenho uma letra de questionamento e que é disfarçada como dúvidas minhas, porque eu quero ser legal, mas na verdade são as dúvidas deles".

"Atopos" vem do grego, "ἄτοπος", que significa "incomum", "fora do lugar". O título também pertence a um gênero de lesmas terrestres carnívoras. Outras definições ligam a palavra a alguém que tem autoconfiança, que não precisa confrontar ou buscar confirmação externa para sua singularidade. Assim, uma pessoa que se liberta da necessidade de ser diferente, pois é algo que é naturalmente e com letra maiúscula.

A fotografia da capa é de Vidar Logi, com direção criativa de Björk e James Merry, que também fez a peça de prata que ela está usando no pescoço. Os colaboradores de longa data, MM Paris assinam a tipografia representada nos esporos e nos outros elementos que vemos na capa.

Heimir Sverrisson foi o designer de produção pelo Irma Studio de Reykjavík, que já trabalhou com ela em cenografias e efeitos especiais, incluindo o vídeo de "Utopia", sessão de fotos e nos shows "Utopia" e "Cornucopia".

Outros detalhes da produção revelam que o vestido é da Burberry por Riccardo Tisci; a máscara/adereço da cabeça de Noir Kei Ninomiya e Amazing JIRO. Mais uma vez, Hungry realizou a maquiagem. Nos stories do Instagram, até compartilhou um registro de quando fez o teste em seu próprio rosto:

Soji Nails são responsáveis pelo trabalho nas unhas da artista. Edda Gudmundsdottir é a stylist desse projeto.

A produção visual da capa de "Atopos" é da islandesa Sara Nassim, que entre inúmeros projetos no cinema também trabalhou como produtora na versão do videoclipe de "The Gate" de Björk.

Nas redes sociais, os colaboradores estão comemorando esse trabalho com Björk. Outros nomes do universo criativo também celebraram a conquista dos colegas. 

Estamos só no início do mundo de "Fossora"...

Ai, gente... Show no Brasil confirmado, novo álbum "Fossora" anunciado, novo single chegando em breve e um podcast oficial ainda em 2022 no qual a própria Björk vai discutir cada fase da carreira. 💌 Parece mentira. 😭 Que felicidade! ✨🍄✨

Saiba mais em: www.bjork.com.br

Fotos: Divulgação/Reprodução/Vidar Logi.



Postagens mais visitadas deste blog

A colaboração entre Björk e a incrível Hungry

Foto: Harley Weir Confira a tradução de mais uma parte do especial da Dazed sobre Björk . Em novembro de 2019, a revista publicou sua nova edição dedicada inteiramente à artista islandesa. A jornalista Kristen Bateman conversou com uma das mentes criativas que colaboram com a cantora, a make-up artist e drag queen Hungry .  Nos últimos anos, ela tem sido reconhecida por ultrapassar o convencional, já que eleva os limites do que é esperado, remodelando os olhos, as maçãs do rosto e a boca para novas formas orgânicas inspiradas nos animais e na natureza. Com Björk, o resultado pôde ser conferido também em todas as obras de Utopia , desde 2017. “Há muita liberdade e muita confiança em nosso time. Discutimos bastante sobre como a personagem desse álbum se sente, como deveria se apresentar para o público", ela explicou na entrevista. Separamos alguns trechos sobre o processo criativo de sua carreira, que também podem ser vistos no universo do álbum:  O interesse pe...

Relato: "O dia em que conheci Björk pessoalmente em São Paulo"

"O Dia das Crianças do ano de 1996, foi uma data inesquecível! Eu estava trabalhando pelas ruas de São Paulo e passando em frente ao Maksoud Plaza, tive a ideia de perguntar pelos convidados do Free Jazz Festival. Estávamos na semana das apresentações e para a minha surpresa, descobri a informação que eu queria, nossa amiguinha "islandeusa" se hospedaria lá. Todo envergonhado, perguntei do pessoal do hotel como eu poderia entrar em contato com os organizadores do evento, e me aconselharam subir até o segundo andar, lá existia uma sala chamada "Primavera", e uma coletiva de imprensa iria acontecer no dia do show. Encontrei sem querer, uma fada madrinha chamada Ana Paula. A mulher mais bonita que eu já vi na vida, e um fotógrafo que eu não me lembro bem o nome. A moça era encarregada de toda a organização do festival e eu disse que gostaria muito de participar da coletiva, e que tinha dois desenhos para entregar para Björk. Falei sobre o meu amor pela artis...

A metáfora do "fungo" que guia o álbum Fossora de Björk

Sobre a metáfora do "fungo" que guia o disco "Fossora", Björk explica: "É algo que vive no subsolo, mas não as raízes das árvores. Um "álbum de raiz de árvore" seria bastante severo e estoico, mas os cogumelos são psicodélicos e aparecem em todos os lugares", ela considera essa tese, aparentemente satisfeita. "O meu "período de fungo" foi borbulhante e divertido, com muita dança. E o headbanging/bate cabelo no final de cada música... aaahhhh!". Björk fala de sua obsessão pandêmica por documentários como "Fungos Fantásticos", que é cheio de imagens com rápida passagem de tempo da disseminação de redes de fungos: "Eu fiquei tipo: "Eu não consigo entender por que estou ressoando tanto com isso. É porque esse vírus está se movendo, ferindo todo o planeta?". Os cogumelos também tinham um apelo poético: ao decompor plantas e animais mortos e reciclarem seus nutrientes no solo, os fungos criam uma nova vida ...

Fossora: Björk muito além do "som" dos cogumelos

A artista islandesa apresenta "Fossora" e de seu país nos conta sobre a ideia que envolve esse trabalho. Além disso, ela relembra o início de sua carreira. Confira a tradução completa da entrevista de Björk para a Rolling Stone Spain : Há muitas coisas que se gostaria de perguntar a Björk. Ela é uma espécie de farol criativo para o qual artistas de várias disciplinas buscam inspiração há muitos anos. Gostaríamos de lhe pedir que descrevesse com suas próprias palavras o misterioso timbre de sua voz e os processos que ocorrem em sua cabeça ao explorar todas as sonoridades que fazem parte de sua obra; seria muito interessante ouvi-la falar sobre essa evolução que a levou do punk nas ruas de Reykjavík às vanguardas sonoras e visuais do mundo; ouvi-la explicar como ela teve sucesso no mainstream fazendo música tão inovadora e desafiadora; perguntar a ela sobre os maravilhosos videoclipes de "Human Behavior", "Army of Me" e "Bachelorette", verdadeiras...

Conheça a história da canção "So Broken"

So Broken foi uma das primeiras canções criadas para Homogenic , quando Björk passou um tempo gravando na Espanha, logo após a carta-bomba enviada por um stalker pelo correio. O pacote foi interceptado pela polícia antes de chegar ao seu destino. Conheça a história por trás da música:  Björk decidiu descartá-la da tracklist final do álbum, pois achou que o som não se encaixava na proposta do projeto. Por esse motivo, incluiu no Lado B dos singles de Jóga , Hunter e Alarm Call ; e nas primeiras tiragens do disco no Japão. A faixa tem a participação do famoso violonista flamenco Raimundo Amador , e foi cantada ao vivo apenas duas vezes , no ano de 1998:  No Festival Benicàssim , em uma versão emocionante de 10 minutos ; e no Programa de TV Later... with Jools Holland . Ambas as ocasiões com a presença do músico.    Em 2003 e 2011, para os sites El Mundo e Jot Down , Raimundo disse que essa parceria é uma de suas favoritas: "Björk é ótima, maravilhosa! Acho ...