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Björk anuncia novo álbum: Fossora. Confira os detalhes!

Acabou o mistério! Fossora é o título do novo álbum de Björk! Em nova entrevista para o The Guardian, a islandesa contou detalhes do disco e também revelou que deve lançar uma série de podcasts sobre sua discografia. Ambos os projetos estão marcados para o outono europeu.

Confira a tradução completa do longo bate-papo com a jornalista Chal Ravens. Descubra como o luto, estar em casa e o Gabber moldaram o novo grupo de canções inéditas da artista.

Para o décimo álbum, um período de lockdown inesperadamente feliz em Reykjavík, a morte de mãe e a filha mais nova deixando o ninho levaram Björk a considerar suas raízes: "Sou caseira", concluiu - desde que as famosas piscinas da cidade ainda estejam abertas para visitação.

Se, no inverno de 2021, você estava vagando pelo centro de Reykjavík, pode ter registrado na sua mente o som alto vindo de uma festa caseira durante o lockdown. Espremendo sua chamada "bolha de Natal" com os amigos na sala de estar, a cidadã mais famosa da Islândia estava oferecendo mais uma de suas "noites malucas de DJ, onde 20 pessoas podiam aparecer e eu sempre acabava fazendo DJsets, apenas Gabber", que uma rápida pesquisa no Google define como uma cultura, um estilo eletrônico de dance music e um subgênero do hardcore techno.

De acordo com Björk, esse estilo techno holandês dos anos 90 é a trilha sonora perfeita para a vida em tempos de Covid: "Há sempre um BPM (batidas por minuto) em nossos corpos, sabe? E acho que por causa da Covid (naquele momento) estávamos todos muito preguiçosos, apenas sentados em casa lendo livros, então quando ficávamos bêbados ou festejávamos era como se estivéssemos um pouco loucos, depois adormecíamos antes da meia-noite. Uma energia lenta, mas depois isso dobrava". E dessa ideia, ela percebeu que é "um pouco Gabber".

A resposta dura da Islândia a Covid protegeu sua pequena população do pior da pandemia: "Por favor, não deixe isso sair como uma vaidade, porque nós sentimos por vocês, mas na verdade não tivemos muita mudança de vida", ela diz. Além disso, ficar confinada na Islândia é a ideia de diversão de Björk. Apesar de ter se espalhado pelo mundo por quase quatro décadas, ela ainda afirma ser "tão caseira". Para ela, o ponto mais baixo da pandemia por lá foi o dia em que o local da piscina pública da cidade fechou.

Sendo entrevistada pessoalmente, hoje em um hotel perfumado no leste de Londres, Björk está sempre em movimento. Há uma energia inquieta na mulher de 56 anos que parece inata e imutável, como se sua fama como cantora infantil lhe desse confiança para não se incomodar em crescer. Talvez seja tenha algo relacionado com o background feminista de um país onde mulheres adultas podem ser aquelas que bebem e transam bastante, e que também são primeiras-ministras sem muita controvérsia, diz a matéria. Pulando intermitentemente da cadeira em que está sentada, Björk usa um vestido assimétrico vermelho-crayon de Kiko Kostadinov (ela gentilmente puxa a etiqueta para verificar), uma jaqueta coberta de escamas de seda azul cintilante, sapatos de plataforma com cadarços desajeitados e listras de bronze em suas pálpebras.

A Covid entregou Björk de volta à sua terra natal em um momento de transição. Seu ninho estava esvaziando. Sua filha, Ísadora (que também atende por Doa), já está crescida, estudando, atuando, fazendo filmes e suas próprias músicas. A mãe de Björk, Hildur Rúna Hauksdóttir, a "homeopata hippie" que a levou para o palco quando criança, morreu em 2018 após uma longa doença. Depois de dois álbuns feitos no turbilhão de desgosto e divórcio, Björk caiu de volta em sua terra natal com um ruído suave, pensando em seus ancestrais, seus descendentes e a terra de fogo e gelo que os une.

O novo álbum dela se chama "Fossora", a versão feminina da palavra do latim (Fossor) para "escavador". Na capa, ela aparece como uma criatura brilhante da floresta, com as pontas dos dedos se fundindo com os fantásticos fungos sob seus cascos. Comparado com o "Utopia" de 2017 , o som é orgânico e espaçoso, mais ligado à terra do que algo sonhador, e cheio de calor e respiração. É também um mundo de contrastes: os dois ímãs do álbum são o clarinete baixo e as violentas explosões de Gabber. Há momentos de virtuosismo surpreendente e complexidade desconcertante e, como grande parte de sua música recente, uma resistência à melodia fácil. É a jornada de Björk do dance-pop dos anos 90 para algo mais parecido com a ópera surreal, tem mais em comum com a trajetória graciosa de Scott Walker do que com as colegas dos anos 90, como PJ Harvey.

Como todos os álbuns de Björk, "Fossora" é uma reação ao seu antecessor. Suave e leve como algodão doce, "Utopia" era um "mecanismo de sobrevivência da história de desgosto" que ela havia contado em "Vulnicura" de 2015, que registrou o fim de seu relacionamento em uma desolação passo a passo. O que ela chama de "álbum de emergência" e "álbum de resgate" são discos que surgiram como airbags, com apenas dois anos entre eles, apesar dos desafios técnicos que Björk se colocou durante a produção, como os quatro meses que levou para descobrir o reverb certo das flautas de "Utopia".

Desta vez, ela decidiu demorar o tempo que precisasse e "se permitir o luxo de não ter força de vontade". O lockdown tornou isso mais fácil: "Acho que não fico tanto em casa desde os 16 anos. Culpada em admitir, mas comia pudim de chocolate todos os dias", diz ela com um sorriso. Normalmente, nas viagens de volta a Reykjavík, ela nem se incomodava em desfazer as malas. Desta vez, sua mala vazia foi para a prateleira: "Fiquei realmente com os pés no chão e realmente adorei".

Entre as erupções de Gabber, "Fossora" oferece canções ternas escritas para a mãe de Björk, incluindo um poema da pescadora e nômade islandesa do século XVIII, Látra-Björg, uma mulher que era rejeitada socialmente e escrevia textos que muitos acreditavam que lançavam feitiços sobre aqueles que a cruzavam. Ela viveu e morreu isolada e sem-teto em um fiorde do norte da Islândia durante a "Fome da Névoa", que forçou muitos a emigrar para o Canadá.

O álbum também inclui a "voz amanteigada" de Serpentwithfeet e backing vocals de Sindri, o filho de Björk. A filha dela, Doa (Ísadora), empresta um tom folk e primitivo em "Her Mother's House": "Pedi a ela que escrevesse sobre se despedir do ninho e [disse] que ela não precisava apenas ser legal", explica Björk claramente orgulhosa: "Sou eu tirando sarro de mim mesma por ser um pouco pegajosa". Elas também apareceram na saga viking de Robert Eggers, "The Northman". Doa interpretou uma irlandesa escravizada que foi levada para a Islândia, enquanto Björk interpreta uma vidente, com seus olhos escondidos sob conchas de caracóis enquanto profetizava uma morte violenta para Alexander Skarsgård.

Apesar de exaltar "Fossora" como um álbum para "pessoas que estão fazendo clubes em suas salas de estar", os rumores de um "álbum rave" de Björk foram muito exagerados: "Eu estava tentando zoar a mim mesma", ela explica com um suspiro, com seu sotaque ainda em uma mistura alegre de Rs enrolados nórdicos com gírias cockney em inglês (do extremo leste de Londres): "Aqui estou eu, essa senhora presa na minha sala de estar durante o lockdown, e daí tem uma música muito séria por quatro minutos e meio. E então vem um minuto de: "WOO!", ela diz ao se levantar da cadeira e começar a balançar os braços em uma batida silenciosa.

Ela me dá uma descrição visual de "Fossora". Se "Utopia" era um refúgio mágico do lago negro da miséria emocional em que ela mergulhou no "Vulnicura" ("arrancar tudo o que havia de ruim e de difícil, sem violência – como um álbum pacifista e idealista com flautas, sintetizadores e pássaros"), então "Fossora" mostra a vida nesta terra dos sonhos: "Vamos ver como é quando a gente entra nessa fantasia e, sabe, almoçar e peidar", diz Björk com outro R (de "farrrrt") alegremente enrolado. "Enfim, fazer coisas normais, como encontrar os amigos".

Essa coisa da terra, do mundo, é reforçada pelo sexteto de clarinetes baixos (ou clarone) do álbum, um instrumento escolhido não por sua melancolia, como na 6ª Sinfonia de Mahler, nem por seu "luxo esfumaçado", como com Bennie Maupin tocando em "Bitches Brew" de Miles Davis, mas por seu potencial como artilharia percussiva. Björk queria que soassem "como Public Enemy, como duh-duh-duh-duh (som), como boxe", ela gorjeia, antes de se agachar em demonstração do ataque pesado do instrumento de um metro de comprimento.

E então temos o techno pesado. Em grande rotação nas festas da sala de estar de Björk estavam Gabber Modus Operandi, dois punks indonésios que misturam estilos folk como o gamelão balinês com o Gabber ocidental mais abrasivo, footwork e ruídos: "Eles estão levando a tradição para o século 21, o que eu realmente respeito. Eles fazem isso como ninguém", diz Björk.

Ela tinha a sensação de que eles estariam no mesmo "comprimento de onda" que ela, o mesmo pensamento. Quando Ican Harem e o DJ Kasimyn (do Gabber Modus Operandi) falaram com ela pela primeira vez em uma vídeochamada, ela explicou que estava fazendo seu "álbum de cogumelos. É como cavar um buraco no chão. Desta vez, estou vivendo com toupeiras e realmente "me aterrando". Eu não sei se isso é muito exagerado para vocês, mas eu tenho que falar nesse tipo de jargão musical", ela disse a eles. E eles ficaram tipo: "Ah, é engraçado você dizer isso, mas na semana passada pegamos alguns tambores de gamelão e os cavamos no chão, fizemos um som tocando de lá e gravamos. Então, sim, nós sabemos o que você quer dizer". Ela ri. "Literalmente! Eu estava apenas falando metaforicamente!". A dupla enviou beats por e-mail, que ela editou meticulosamente nas complicadas assinaturas de tempo (das músicas) de "Fossora", resultando em explosões do que o trio chama de "techno biológico", que também é o nome do grupo deles no WhatsApp.

Duas músicas, "Sorrowful Soil" e "Ancestress", são homenagens à mãe de Björk, que se divorciou do marido eletricista e sindicalista, quando Björk era bebê e foi morar em uma comunidade de hippies amantes da música de Hendrix. Tendo se formado em medicina alternativa, ela não estava feliz por estar cercada por jalecos brancos quando adoeceu no final de sua vida. "Ela não concordou com tudo isso", diz Björk. "Ela ficou muito no hospital e foi muito difícil para ela. Foi uma luta e tanto".

Björk é dura ao relatar aqueles dois anos angustiantes dentro e fora do hospital. Suas letras, também, são gritantes em sua dor: "A máquina dela respirou a noite toda enquanto ela descansava, revelou sua resiliência e então não o fez", ela canta sobre cordas e gongos saltitantes em "Ancestress". Hildur Rúna tinha 72 anos quando morreu. "Isso foi muito cedo. Acho que eu e meu irmão não estávamos prontos para (nos despedir)... achávamos que ela ainda tinha 10 anos restantes. Então nós pensamos: "Vamos lá!" e nisso fazendo ela lutar. E era como se ela tivesse um relógio interno nela e ela estava pronta para ir".

Em 2002, com a mesma idade de Björk, Hildur Rúna entrou em greve de fome para protestar contra a empresa americana Alcoa que construía uma fundição de alumínio e 11 barragens para uma hidrelétrica no planalto islandês. Na ocasião, ela disse: "Tenho uma filha famosa e nunca usei o nome dela antes, mas neste caso era necessário". Björk apoiou o ativismo de sua mãe, mas sem dúvida ficou aliviada quando, após 23 dias, frágil e já delirando por estar sobrevivendo com tônicos de ervas, Hildur Rúna terminou seu jejum.

A fundição e as barragens foram eventualmente construídas. Desde então, Björk dedicou grande parte de seu tempo para alertar sobre a devastação ambiental. Certa vez, ela abandonou uma apresentação no festival Iceland Airwaves para protestar contra os planos de construir mais de 50 barragens e usinas de energia. Ela entrevistou David Attenborough para um documentário de TV sobre música e o mundo natural. Sua turnê "Cornucopia" de 2019 apresentou uma mensagem em vídeo da ativista Greta Thunberg. O "Biophilia Educational Project", que surgiu do aplicativo/álbum de 2011, tornou-se um programa escolar funcional projetado para levar as crianças a explorar música e ciência.

Em 2019, Björk e Thunberg se aliaram a primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir, para declarar uma emergência climática, uma medida que esperavam forçar uma resposta oficial do governo. Mas quando chegou a hora de fazer o anúncio, Jakobsdóttir desistiu: "Eu meio que confiei nela, talvez porque ela era uma mulher – e então ela foi e fez um discurso e ela não disse uma palavra. Ela nem mencionou isso. E eu fiquei tão chateada”, conta Björk, praticamente cuspindo: "Porque eu estava planejando isso há meses".

Alguns anos atrás, ela poderia ter ficado quieta e segurado a onda. Agora, sua decepção se transformou em exasperação – e talvez até um toque de burnout/esgotamento ativista. Ela diz: "Eu queria apoiá-la. É difícil ser uma primeira-ministra; ela tem todos os conservadores nas costas. Mas ela não fez nada pelo meio ambiente".

Em seu próprio mundo, Björk permanece no controle, liderando orquestras e corais de tamanho crescente (52 cantores na última contagem) e colaborando com músicos e designers de sua escolha. No entanto, no fundo, ela ainda é uma romântica livre, uma "fonte de sangue na forma de uma menina", como ela cantou há 25 anos em "Bachelorette": "Sinto que, como cantora e compositora, meu papel é expressar a jornada do meu corpo, da minha alma ou qualquer outra coisa, e espero fazer isso até os meus 85 anos, ou quanto tempo eu viver. Eu tento manter as antenas levantadas e ler onde está o meu corpo".

Como é óbvio nas músicas "Atopos" e "Fungal City" ("Sua vitalidade me repolariza. Meu norte/sul muda para leste/oeste"), "Fossora" é um álbum "apaixonado", "mas há dois objetos de amor diferentes em jogo", ela pisca, recusando-se a dizer mais. Sugiro que suas canções de relacionamento muitas vezes soam como confrontos, pontuados pelo tipo de perguntas difíceis que nos arrependemos de fazer tarde da noite. Em "Atopos", ela questiona: "Essas não são apenas desculpas para não se conectar?". "Não", ela diz depois de pensar por um momento – é o contrário. "Às vezes, quando eu realmente amo alguém, eu tenho uma letra de questionamento e que é disfarçada como dúvidas minhas, porque eu quero ser legal – mas na verdade são as dúvidas deles".

A volta de Björk para casa marca um novo ciclo. A poeira baixou. "Estou muito feliz por estar de volta em casa e sou tão caseira, sou realmente islandesa", ela se emociona. A piscina da cidade está aberta novamente. Ela está mais próxima do que nunca de seus colegas músicos locais, muitos dos quais se juntaram a ela para a série de concertos Björk Orkestral no ano passado no Harpa Hall em Reykjavík, um projeto loucamente ambicioso no qual ela trabalhou por meio de repetidos adiamentos de pandemia.

Por sugestão de seu empresário, ela está vasculhando os arquivos para fazer uma série de podcasts sobre sua discografia, que deve sair no outono. Assistindo suas antigas entrevistas de TV em preparação para esse projeto, ela se pegou pensando: "Uau, ela é arrogante! Mas basicamente estou dizendo as mesmas coisas. Estou em Londres e estou tipo: "Posso ir para casa agora?".

"Fossora" será lançado neste outono pela One Little Independent Records, entre setembro e dezembro.

Fotos: Vidar Logi.



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