Pular para o conteúdo principal

Björk está no elenco de 'The Northman’, filme de Robert Eggers

Foto: Santiago Felipe

Em outubro de 2019, o site IndieWire garantiu que Björk estava em negociações avançadas para participar de uma nova produção do diretor Robert Eggers, responsável pelos filmes "A Bruxa" (2015) e "O Farol" (2019). 

O longa, intitulado de The Northman, foi descrito como uma "saga de vingança viking", na qual um príncipe nórdico (Alexander Skarsgård) procura por justiça após seu pai ser assassinado. A história é ambientada na Islândia, na virada do Século X. 

Foto: Santiago Felipe.

O roteiro de Eggers foi escrito em parceria com Sjón, um grande amigo e colaborador da islandesa (Isobel, Jóga, Bachelorette, Selmasongs, Oceania, Wanderlust, The Comet Song, Cosmogony, Virus, Solstice). Nicole Kidman, Alexander Skarsgård, Anya Taylor-Joy, Bill Skarsgård, Kate Dickie, Ralph Ineson, Claes Bang, Ethan Hawke e Willem Dafoe também fazem parte do elenco. 

A trilha sonora é de Robin Carolan e Vessel

Foto: Reprodução. 

O Belfast Telegraph, conta que as primeiras filmagens teriam sido iniciadas em março de 2020, mas poucos dias antes tudo precisou ser interrompido devido à pandemia. Embora não tenham começado na data planejada, a equipe continuou a cuidar dos milhares de figurinos e adereços, incluindo armaduras, enquanto Eggers dava os retoques finais no storyboard. Em entrevista para a Anthem Magazine, Claes Bang contou que as gravações foram retomadas no início de agosto e seguiram até dezembro, na Irlanda do Norte

Em abril, ao The Film Independent, Eggers garantiu que esse é um projeto de grande escala, e o seu mais ambicioso até o momento: "São muitas locações, estamos constantemente verificando-as. Contamos com algumas pessoas para encontrar e avaliar esses lugares, nos quais estamos levantando cenários, construindo vilas, treinando cavalos e projetando esse mundo". 

Já no Collider, Anya Taylor-Joy revelou: "Estou muito orgulhosa em fazer parte disso. Acredito que apresentaremos ao mundo algo realmente nunca visto antes". Para a L’Uomo Vogue, Alexander Skarsgård disse: "Esse filme se insere na cultura e no misticismo dos vikings, de uma forma mais íntima pessoal. Eu não queria fazer um que fosse genérico. Robert é um dos melhores cineastas que existem, e todo o processo tem sido gratificante". 

Em 19/08, nos stories do Instagram, o ator Eric Higgins deixou escapar uma foto da artista em um mural com imagens de outros integrantes do filme. Na legenda, a personagem é descrita como uma Bruxa Eslava

Ísadóra, a filha da cantora, também aparece no painel da escalação como Melkorka


A informação repercutiu entre os internautas do Twitter e foi parar nos TT's do Brasil. É uma notícia que nos deixa bastante surpresos e ansiosos (!), pois nos últimos 20 anos, Björk sempre fez questão de deixar claro que nunca mais trabalharia no cinema. Apesar do grande sucesso, "Dançando no Escuro" acabou lhe marcando pelos bastidores. Há 3 anos, em carta aberta publicada no Facebook, ela acusou indiretamente Lars Von Trier de assédio sexual. A decisão surgiu após o avanço do movimento Me Too


Além disso, em diversas entrevistas, Björk alegou que foi um projeto pontual, já que era o tipo de musical que ela sempre sonhou em fazer. Como seu primeiro amor é a música, ela decidiu continuar a investir seu tempo exclusivamente nisso, já que um filme demanda muito tempo. A intenção da islandesa é entregar ao público o máximo de álbuns que puder, expressando suas ambições artísticas. 

No ano passado, durante live no Instagram, disse aos fãs:

"Fico lisonjeada por ainda ser questionada sobre voltar a atuar. Gostaria de ter cinco versões de mim, para executar todas as minhas ideias. Aprendi que tudo pode funcionar quando realizo tarefas de acordo com a música, que é o meu mundo. Porém, não tenho certeza se aconteceria o mesmo se eu me envolvesse com outras coisas. Mas... nunca diga nunca!". 


Ao longo de sua carreira, Björk também apareceu como atriz em Glerbrot (1987), filme islandês exibido apenas na televisão; e The Juniper Tree (1990), com direção de Nietzchka Keene. Em 2005, fez parte de um dos segmentos do projeto visual Drawing Restraint 9, que também percorreu museus com instalações de esculturas e desenhos. 

A distribuição internacional de The Northman será realizada pela Universal Pictures, e pela Focus Features nos Estados Unidos. A co-produção é com a New Regency, Mark Huffam e Lars Knudsen. 

A data de estreia é 8 de abril de 2022

Alerta de Spoiler: Em 18/05/2021, foi realizada uma exibição teste de The Northman, com 2h45min, em um teatro na Califórnia. As informações são de Jordan Ruimy para o site World of Reel, que costuma trazer notícias exclusivas sobre filmes. 

Alguns dos convidados presentes contaram que é uma produção ambiciosa e cheia de referências mitológicas. Com base nas declarações de Björk nos últimos anos, já era de se esperar que ela fez apenas uma pequena participação especial. De acordo com os relatos, a islandesa está em duas cenas, e aparece cantando em sua língua nativa. 

Postagens mais visitadas deste blog

Björk e a paixão pelo canto de Elis Regina: "Ela cobre todo um espectro de emoções"

"É difícil explicar. Existem várias outras cantoras, como Ella Fitzgerald , Billie Holiday , Edith Piaf , mas há alguma coisa em Elis Regina com a qual eu me identifico. Então escrevi uma canção, Isobel , sobre ela. Na verdade, é mais uma fantasia, porque sei pouco a respeito dela".  Quando perguntada se já viu algum vídeo com imagens de Elis, Björk respondeu:  "Somente um. É um concerto gravado no Brasil, em um circo, com uma grande orquestra. Apesar de não conhecê-la, trabalhei com ( Eumir ) Deodato e ele me contou várias histórias sobre ela. Acho que tem algo a ver com a energia com a qual ela canta. Ela também tem uma claridade no tom da voz, que é cheia de espírito.  O que eu gosto em Elis é que ela cobre todo um espectro de emoções. Em um momento, ela está muito feliz, parece estar no céu. Em outro, pode estar muito triste e se transforma em uma suicida".  A entrevista foi publicada na Folha de São Paulo , em setembro de 1996. Na ocasião, Björk divulgava o

Debut, o primeiro álbum da carreira solo de Björk, completa 30 anos

Há 30 anos , era lançado "Debut", o primeiro álbum da carreira solo de Björk : "Esse disco tem memórias e melodias da minha infância e adolescência. No minuto em que decidi seguir sozinha, tive problemas com a autoindulgência disso. Era a história da garota que deixou a Islândia, que queria lançar sua própria música para o resto do mundo. Comecei a escrever como uma estrutura livre na natureza, por conta própria, na introversão". Foi assim que a islandesa refletiu sobre "Debut" em 2022, durante entrevista ao podcast Sonic Symbolism: "Eu só poderia fazer isso com algum tipo de senso de humor, transformando-o em algo como uma história de mitologia. O álbum tem melodias e coisas que eu escrevi durante anos, então trouxe muitas memórias desse período. Eu funcionava muito pelo impulso e instinto". Foto: Jean-Baptiste Mondino. Para Björk, as palavras que descrevem "Debut" são: Tímido, iniciante, o mensageiro, humildade, prata, mohair (ou ango

Sindri Eldon explica antigo comentário sobre a mãe Björk

Foto: Divulgação/Reprodução.  O músico Sindri Eldon , que é filho de Björk , respondeu as críticas de uma antiga entrevista na qual afirmou ser um compositor melhor do que sua mãe.  Na ocasião, ele disse ao Reykjavík Grapevine : "Minha principal declaração será provar a todos o que secretamente sei há muito tempo: que sou melhor compositor e letrista do que 90% dos músicos islandeses, inclusive minha mãe".  A declaração ressurgiu no Twitter na última semana, e foi questionada por parte do público que considerou o comentário uma falta de respeito com a artista. Na mesma rede social, Sindri explicou:  "Ok. Primeiramente, acho que deve ser dito que isso é de cerca de 15 anos atrás. Eu era um idiota naquela época, bebia muito e estava em um relacionamento tóxico. Tinha um problema enorme e realmente não sabia como lidar com isso. Essa entrevista foi feita por e-mail por um cara chamado Bob Cluness que era meu amigo, então as respostas deveriam ser irônicas e engraçadas. Eu

Nos 20 anos de Vespertine, conheça as histórias de todas as canções do álbum lendário de Björk

Vespertine está completando 20 anos ! Para celebrar essa ocasião tão especial, preparamos uma super matéria . Confira detalhes de todas as canções e vídeos de um dos álbuns mais impressionantes da carreira de Björk ! Coloque o disco para tocar em sua plataforma digital favorita, e embarque conosco nessa viagem.  Foto: Inez & Vinoodh.  Premissa:  "Muitas pessoas têm medo de serem abandonadas, têm medo da solidão, entram em depressão, parecem se sentir fortes apenas quando estão inseridas em grupos, mas comigo não funciona assim. A felicidade pode estar em todas as situações, a solidão pode me fazer feliz. Esse álbum é uma maneira de mostrar isso. "Hibernação" foi uma palavra que me ajudou muito durante a criação. Relacionei isso com aquela sensação de algo interno e o som dos cristais no inverno. Eu queria que o álbum soasse dessa maneira. Depois de ficar obcecada com a realidade e a escuridão da vida, de repente parei para pensar que inventar uma espécie de paraí

Saiba tudo sobre as visitas de Björk ao Brasil

Relembre todas as passagens de Björk por terras brasileiras! Preparamos uma matéria detalhada e cheia de curiosidades: Foto: Reprodução (1987) Antes de vir nos visitar em turnê, a cantora foi capa de algumas revistas brasileiras sobre música, incluindo a extinta  Bizz,  edição de Dezembro de 1989 . A divulgação do trabalho dela por aqui, começou antes mesmo do grande sucesso e reconhecimento em carreira solo, ainda com o  Sugarcubes . 1996 - Post Tour: Arquivo: João Paulo Corrêa SETLIST:  Army of Me One Day The Modern Things Venus as a Boy You've Been Flirting Again Isobel Possibly Maybe I Go Humble Big Time Sensuality Hyperballad Human Behaviour The Anchor Song I Miss You Crying Violently Happy It's Oh So Quiet.  Em outubro de 1996, Björk finalmente desembarcou no Brasil , com shows marcados em São Paulo (12/10/96) e no Rio de Janeiro (13/10/96) , como parte do Free Jazz Festival . Fotos:  André Gardenberg, Folhapres